Instagram/Robson Conceição
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Robson Conceição ainda tenta se valer do ouro olímpico na Rio-2016

Brasileiro, que faz neste sábado nos EUA sua nona luta como profissional, não vê a vida melhorar dois anos após a medalha

Wilson Baldini Jr., O Estado de S.Paulo

25 Agosto 2018 | 05h00

Há dois anos, no Rio, o boxeador Robson Conceição ganhava a medalha de ouro olímpica. No entanto, se engana quem acha que sua vida mudou. O Niño de Ouro que sobe no ringue de Glendale, Arizona, neste sábado à noite, tem o mesmo carro, a mesma casa. De novo, apenas mais reconhecimento no mundo do boxe. “Sei da importância que tenho atualmente no boxe brasileiro, mas isso não é pressão para mim”, disse ao Estado o peso superpena, que vai enfrentar o norte-americano Edgar Cantu.

Aos 29 anos, o baiano tem um projeto preparado com a empresa Top Rank, com a qual tem contrato até 2021. “Quero fazer mais duas lutas este ano e disputar o título mundial no primeiro semestre de 2019.” Robson Conceição faz parte de uma geração que vem atraindo a atenção do público nacional. “Um título mundial ajudaria, e muito, a recolocar o boxe onde ele merece estar”, diz o pugilista, referindo-se aos irmãos Falcão e Patrick Teixeira, outros em condições de brigar pelo cinturão.

O boxeador mantém suas raízes no treinamento. Todos os dias ele vai à Academia Champion, em Salvador, onde é orientado pelo renomado Luiz Dórea, que cuidou de boa parte da carreira de Popó. “Faço treinos nos Estados Unidos, mas nosso dia a dia na academia é ótimo.”

A cada combate é possível notar evolução na forma de lutar de Robson, que sabe como poucos misturar os ataques na cabeça e no corpo do oponente, além de ter uma noção de distância que o impede de ser castigado no ringue. Seu físico enxuto permite ainda que um ritmo acelerado seja empregado em todos os rounds. “Estou melhor a cada apresentação”, diz.

Robson venceu cinco de suas oito lutas por nocaute. Cantu, 25 anos, tem sete vitórias, quatro derrotas e dois empates. O canal Combate transmite ao vivo.

TRÊS PERGUNTAS PARA ROBSON CONCEIÇÃO

1.Você sente o peso de ser um campeão olímpico brasileiro?

Não. Sei da minha responsabilidade, mas não penso nisso. O boxe está em ótima fase e temos a chance de recolocá-lo na mídia.

2. O que foca nos treinamentos?

Preparo físico. Estou cada vez melhor e preciso dele para meu estilo de luta. Minha forma de lutar exige movimentação.

3. Como se alimenta?

Uma alimentação equilibrada faz a diferença. Como gosto de cozinhar, às vezes eu mesmo preparo minha comida.

 

 

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