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'Só voltaria a lutar por dinheiro, muito dinheiro. Coloca milhões nisso', diz Belfort

Um dos maiores nomes da história do MMA fará seu último combate nos EUA contra Uriah Hall e deixa o octógono realizado

Entrevista com

Vitor Belfort

Andreza Galdeano, Vitor Belfort anuncia aposentadoria

13 Janeiro 2018 | 07h00

Vitor Belfort já tem data marcada para encerrar a sua carreira no MMA. O lutador brasileiro afirmou que sua despedida será neste domingo, no UFC St. Louis, após o combate contra Uriah Hall. Aos 40 anos, o ‘Fenômeno’ deixa o octógono após 22 anos de carreira.

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Você cogitou aposentadoria no UFC Rio, mas tinha que cumprir outra luta no contrato. Há chance de continuar lutando?

Eu agora quero focar nos meus negócios, investir naquilo que plantei durante anos. Tenho uma grande oportunidade agora que é começar a abrir as franquias da minha academia. E é isso, estou feliz em começar a ajudar as pessoas. 

Como pretende fazer isso?

No mundo fitness, as pessoas estão muito atrás de dinheiro. Eu venho modificando esse formato na academia. São 365 treinamentos diferentes, com todo cuidado e tecnologia. Eu criei algo inovador no mercado que vai começar a crescer.

Como avalia seu adversário no último combate da carreira?

O Uriah Hall é talentoso, perigoso, tem um arsenal muito bom. Sempre busco lutar com gente boa. Você só pode ser julgado por quem você enfrentou, esse é o grande troféu de um campeão. Estou feliz de enfrentar um cara como ele para finalizar minha carreira.

Você se sente relaxado por não ter status de luta principal?

Quem fala que se sente relaxado está mentindo. O cara tem que estar preparado e tenso. Ninguém fica relaxado para entrar na porrada.

O que acha de fazer sua última luta em um card menor?

Não existe card grande ou pequeno quando fecha o octógono. É uma alegria poder estar lá dentro. Não gosto dessa coisa de despedida. Para mim, é muito bom estar em um card acolhedor cheio de grandes nomes no esporte. Sou muito feliz com tudo que já conquistei e poder finalizar a carreira dessa maneira.

O que faria você mudar de ideia e continuar lutando?

Dinheiro, muito dinheiro. Coloca milhões nisso. Eu vou sempre estar treinando e preparado porque eu gosto disso. Mas tem de ser muito interessante e estou muito satisfeito com a minha decisão.

Se arrepende de algo? 

Lógico. Quando não tem arrependimento é porque você não aprendeu. Me arrependo de bastante coisa que fiz ao longo da minha carreira, não só de luta, mas de treinamento também. Vocês vão saber quando eu lançar meu livro.

Já pensa sobre a falta que vai sentir do UFC?

Eu acho que quando você decide o que quer, quando você conquista e dá o seu melhor, tudo tem seu tempo. Eu acho que aproveitei muito. Estava conversando ontem com o Matt Serra, eu até durei muito. Só tenho a agradecer pela oportunidade de estar finalizando a carreira depois de 22 anos.

E se pintar um convite do UFC para você ser embaixador?

Já falamos algumas coisas, vamos ver. Vou estar em volta do esporte, ajudando, acho que ainda tenho muito a contribuir, tanto dentro quanto fora. Ajudei muito na relação do UFC com a Globo, sempre tive esse olhar de negócio. Tenho conhecimento e experiência, sei do meu valor. O importante é que eu esteja satisfeito. O foco agora é cuidar dos meus negócios.

Se considera um dos dez maiores de todos os tempos?

Não gosto de pensar nisso, é muita prepotência eu pensar ou achar isso. Para uns, sim, para outros, não. Sou satisfeito com o que fiz e saio muito contente e feliz.

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