John Clifton/Reuters
John Clifton/Reuters

Taylor, Garcia, Fury e Canelo: pilastras que deixam o boxe em evidência

Quarteto reúne mídia, dinheiro, talento e carisma, algo necessário para qualquer modalidade esportiva

Wilson Baldini Jr., O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2019 | 11h00

Toda modalidade esportiva necessita de mídia, dinheiro, talento e carisma por parte de seus praticantes para ter sucesso. O boxe internacional atual reúne estas características com quatro pilastras. São elas: a carismática Katie Taylor, o jovem talentoso Ryan Garcia, o "porta-voz" Tyson Fury e a "galinha dos ovos de ouro" Saul Canelo Alvarez. Com estas figuras, a nobre arte se mantém em destaque.

Katie Taylor, campeã olímpica em Londres-2012, cinco vezes campeã mundial e seis campeã europeia, é o nome do boxe feminino. Depois de unificar os quatro principais cinturões entre os pesos leves , a irlandesa, de 33 anos, ganhou no sábado passado, o título também entre os meio-médios-ligeiros. Suas lutas lotam os ginásios no Reino Unido e a boxeadora é o maior nome do esporte irlandês na atualidade.

"Luto por meu país. Sempre lutei por ele. Quero ganhar o máximo de lutas possível e gravar meu nome entre os maiores da história do boxe", afirmou a pugilista, que está invicta no profissional com 15 vitórias.   

Aos 21 anos, Ryan Garcia é apontado como o novo "Oscar De la Hoya". O "The Flash", por causa da incrível velocidade nos punhos, não perdeu após 19 lutas e já é apontado como o virtual campeão entre os pesos leves. Destro, sabe usar a mão direita em cruzado e upper como poucos no pugilismo. "Eu sei o que posso fazer no boxe.  Não me iludo com elogios. Meus sonhos só serão realizados se eu treinar a cada dia com mais disposição. Meu talento é visto no ringue, após um grande dia de treino."

Hábil também com as palavras, o britânico Tyson Fury incendiou a categoria dos pesos pesados, a mais badalada do boxe. Presente nas redes sociais, sabe como ninguém "vender" suas lutas, mas também dispõe de boa técnica, o que já garantiu uma vitória histórica sobre o ucraniano Wladimir Klitschko e um empate espetacular com o norte-americano com o norte-americano Deontay Wilder.

Fury leva o nome do boxe a outros públicos, ao fazer parte de eventos no WWE, liga de lutas de vale-tudo, e também aproveita sua amizade com o irlandês Conor McGregor, astro do MMA, para manter seu nome sempre em evidência na mídia. "Ele é o novo Muhammad Ali",, exagerou o empresário Bob Arum. "Sei do meu valor e da força de minha palavra. O que falo, faço no ringue. E isso me dá credibilidade."

Além de vitoriosos, Taylor, Garcia e Fury são milionários, mas ninguém chega perto das conquistas finannceiras do mexicano Saul Canelo Alvarez, que assinou um contrato com a DAZN, empresa de streaming, de US$ 365 milhões por 11 lutas. Ele já fez três. 

Aos 29 anos, Canelo soma quatro títulos mundiais em categorias diferentes (médios-ligeiros, médios, supermédios e meio-pesados) e é o maior expoente do boxe na atualidade. "Quero colocar meu nome entre os maiores da história do boxe. Cada luta minha precisa ser especial. Para isso, sempre estarei 100% preparado. Nasci pronto. Por isso, sou garantia de espetáculo. Sorte é para os fracos."

O boxe agradece às quatro pilastras, que coloca a nobre arte como um dos esportes mais vistos no mundo na atualidade. Nos Estados Unidos, a modalidade retornou à TV aberta, assim como no Brasil, com a TV Bandeirantes. Nos canais norte-americanos e no México, o boxe possui programações todos os dias. Reino Unido e Japão posssuem publicações impressas semanais de boxe, enquanto Rússia e Índia, com muito dinheiro privado, começa a apresentar novas gerações de grandes lutadores. 

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