Leonardo Benassatto/ Reuters
Leonardo Benassatto/ Reuters

Thiago Marreta encara Jimi Manuwa no UFC 231 e faz planos para 2019

Brasileiro faz sua segunda luta pela categoria meio pesado neste sábado

Andreza Galdeano, O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2018 | 05h00

Depois de nocautear Eryk Anders, o brasileiro Thiago Marreta entra no octógono para encarar Jimi Manuwa, neste sábado, pelo UFC 231, em Toronto, no Canadá. Em sua segunda luta pela categoria meio pesado, ele avalia sua evolução desde que saiu do peso médio e já projeta seus planos para 2019 no Ultimate.

Na época do UFC São Paulo, você disse que tinha ficado impressionado com o tamanho do Manuwa. Ainda está com essa impressão?

O cara é grande, mas eu falei aquilo brincando, não é nenhum problema para mim enfrentar um cara maior. Eu estou acostumado a treinar com caras grandes, até com pesos pesados, então não vejo isso como um problema.

Você faria sua estreia no meio pesado contra o Manuwa, mas acabou enfrentando o Eryk Anders. Acha que, por essa luta não ter acontecido em setembro, foi bom para você se encaixar na categoria?

Acho que tudo aconteceu como Deus quis e foi maravilhoso. Agora a luta com o Manuwa vai acontecer e acabou sendo melhor. Foi bom porque tivemos mais tempo para estudar o jogo dele. O Anders era menor, então não contava tanto, mas agora eu tive mais tempo para ganhar massa muscular. Então acho que no final o saldo foi positivo.

E como você se sentiu na sua primeira luta no meio pesado, contra o Eryk Anders?

Me senti bem. Tive bem menos desgaste por conta do corte do peso e lá no octógono eu me senti mais forte, mais saudável. Foi bom.


Como você está em relação ao peso nessa nova categoria? 

Faz uma grande diferença. De 93kg (peso meio pesado) para 84kg (peso médio) são quase dez quilos de diferença. Acaba que no corte do peso para 93kg eu não sofro muito, não fico debilitado, o humor fica melhor. Tudo isso acaba afetando na luta. Antes eu só pensava no corte, treinava só duas vezes na semana da luta, então era mais desgastante tanto no mental quanto no físico. Agora eu treino todo dia, é bem mais tranquilo. Tá faltando bem pouco para eu bater o peso e estou comendo bem, sem passar fome.


Pretende permanecer na categoria em 2019?

A ideia é continuar, mas nada me impede de fazer uma luta ou outra nos médios. Eu consigo bater 84kg com tempo, fazendo dieta.


Você já ganhou do Anthony Smith, terceiro colocado da divisão, agora enfrenta o Manuwa (7º). Vencendo, pretende desafiar o Smith novamente?

Ele (Smith) até já deu uma entrevista dizendo que gostaria de me enfrentar novamente, mas não sei. Têm muitos caras na divisão para eu enfrentar ainda. Acho que essa revanche vai acontecer em algum momento, mas não de imediato. Uma vitória contra o Manuwa me coloca bem nos meio pesados. Aí vai ser luta a luta para ir atrás do cinturão.

Pretende lutar em Fortaleza, no dia 2 de fevereiro?

Não. Por incrível que pareça, não. Eu preciso descansar um pouco. Penso mais em Curitiba, em maio.

 

Você fez cinco lutas esse ano. Deseja repetir a marca no ano que vem?

Estando saudável eu quero sim. Eu estou sempre trabalhando para me manter saudável, tentando não me machucar. Acho que, evitando as lesões, não tem porque eu não lutar. Creio que lutar cinco em 84kg acaba se tornando muito desgastante, mas esse ano eu fiz duas em 93kg (essa é a segunda) que foram menos puxadas. As três primeiras (em 84kg) foram mais. Depois que eu subi de categoria, acho que é mais fácil repetir essas cinco lutas.


Pretende tirar férias? Vai descansar dos treinos?

Pretendo tirar umas férias sim, mas não uns dois meses porque não aguento ficar muito tempo parado. Quero viajar, ir para o meio do mato, ficar sem telefone, sem nada, isso eu quero sim. Depois voltar com calma aos treinos.

 

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