Kevork Djansezian/ UFC
Kevork Djansezian/ UFC

UFC 232 coloca frente a frente as campeãs Cris Cyborg e Amanda Nunes

Brasileiras serão protagonistas de uma das maiores lutas de todos os tempos no Ultimate

Andreza Galdeano e Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

29 de dezembro de 2018 | 04h33

Para fechar o ano de 2018, o UFC traz um dos eventos mais aguardados da história da organização. A noite deste sábado coloca frente a frente as campeãs brasileiras Cris Cyborg e Amanda Nunes no octógono do The Forum, em Los Angeles, na Califórnia, para protagonizar uma das maiores lutas de todos os tempos e marcar o auge do MMA feminino no Ultimate.

Em jogo estará o cinturão peso pena, garantido por Cyborg em julho de 2017. A paranaense, que não sabe o que é uma derrota no MMA profissional há 13 anos, já fez três defesas de título e sua última vitória aconteceu em março deste ano sobre a russa Yana Kunitskaya.

Apesar da longa invencibilidade, Cyborg afirma que não pensa nos resultados anteriores e o foco é buscar uma evolução no esporte a cada desafio que enfrenta. "A invencibilidade é uma consequência e eu não penso nisso quando vou lutar. Tento fazer o meu melhor e vou sempre em busca da vitória", conta, em entrevista ao Estado.

Do outro lado, Amanda mantém o seu cinturão da categoria peso galo e tenta fazer história. Caso conquiste a vitória sobre a compatriota, ela se tornará a primeira mulher com dois cinturões dentro do UFC. Em seu cartel conta com 16 vitórias e apenas quatro derrotas.

"Estou preparada para encarar a Cyborg desde o dia que pedi a luta e ansiosa na dose certa, nem muito ansiosa, nem muito tranquila. Bem focada no que tenho de fazer", diz Amanda Nunes, ciente de que precisa encontrar a vulnerabilidade de sua adversária. "Todo atleta tem um ponto fraco. A gente trabalhou bastante para estar atenta para, na luta, conseguir ser rápida e aproveitar qualquer situação", completa.

A luta entre as duas campeãs é considerada umas importantes para o MMA mundial, por se tratar dos melhores nomes da categoria feminina na atualidade. As brasileiras evidenciam a importância das mulheres dentro da organização e enaltecem o País, que carece de títulos masculinos.

Depois de grande lutadores como Anderson Silva, José Aldo, Minotauro e Vitor Belfort levar o nome do Brasil pelo mundo, chegou a vez das únicas campeãs do País representarem uma valorização que buscam há anos. Para os fãs, o encontro entre Cyborg e Amanda é tão aguardado quanto o retorno de Jon Jones, que encara Alexander Gustafsson na luta principal da noite.

3 PERGUNTAS PARA CYBORG

1. Você considera a Amanda um dos maiores desafios da sua carreira? 

Acredito que vai ser uma grande luta, por ser campeã contra campeã, mas só podemos concluir isso depois do combate. Aí poderemos ver se vai ser uma grande luta.

2. Ainda existe algum tipo de rancor pelo período que você passou afirmando que não desejava ter esse confronto com a Amanda?

Na verdade isso foi apenas no começo, quando eu achava que não tinha sentido lutar Brasil contra Brasil por sermos campeãs, mas depois que a Amanda Nunes me desafiou, eu não escolho adversárias. Eu aceito lutar com qualquer lutadora. Posso afirmar que não guardo nenhum tipo de rancor no meu coração.

3. A mudança de local do evento atrapalhou sua preparação?

Eu moro em Los Angeles, perto do local onde vai ser a luta. A princípio eu soube pela internet, assim como todos os meus fãs. Procurei ligar para todo mundo que reservou hotel para que pudessem mudar ou cancelar. Infelizmente eu fico preocupada pelas pessoas que não vão conseguir ver a luta. Mas seja onde for vai ser um grande evento.

 

3 PERGUNTAS PARA AMANDA

1. Qual a sua expectativa para a luta? Você está muito ansiosa?

A expectativa é muito grande. Vou ganhar essa luta, não tem outro resultado que seja possível. Agora é só esperar o momento certo.

2. Você vai encarar uma adversária que não perde desde 2005. Isso é um estímulo?

Estou muito feliz por esse momento da carreira e não penso muito nisso. Estou muito bem, quero entrar e fazer meu trabalho e mostrar tudo o que aprendi nesse período de treinamento.

3. Na sua opinião a mudança de local da luta te prejudicou?

Não, de jeito nenhum. Isso já aconteceu várias vezes comigo. A vida já me preparou para tudo, até para esse tipo de momento. Por exemplo, no UFC 200 (em julho de 2016, em Las Vegas), tudo mudou, acabei realizando a luta principal do evento (com a americana Miesha Tate) e venci o combate. Está gostoso receber o carinho dos fãs brasileiros. Estou recebendo várias mensagens positivas, que é o mais importante. Tudo indo muito bem e os fãs respondendo bem sobre essa luta.

 

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