UFC
UFC

Com histórico vencedor, Vitor Belfort e Lyoto Machida enfim se enfrentam

Brasileiros abrem o card principal do UFC 224, sábado, no Rio de Janeiro

Andreza Galdeano, O Estado de S.Paulo

10 Maio 2018 | 07h03

Dois veteranos brasileiros do UFC serão protagonistas de mais uma cena inédita dentro do octógono. Neste sábado, Vitor Belfort e Lyoto Machida abrem o card principal do UFC 224, no Rio de Janeiro, que terá como destaque a defesa do cinturão peso galo feminino de Amanda Nunes contra Raquel Pennington.

+ Leia mais sobre lutas

Além de apresentar dois estilos distintos de lutas, os brasileiros também vivem momentos diferentes no Ultimate. De um lado, mostrando sua famosa explosão no início de suas lutas, Vitor Belfort se diz pronto para encerrar a carreira, desde que não apareça "uma proposta irrecusável".

Do outro, com seu característico karatê, Lyoto Machida faz apenas a sua terceira luta após uma suspensão de 18 meses por doping. Em sem retorno aos combates, o peso médio perdeu para Derek Brunson em outubro do ano passado e conquistou a primeira vitória contra Eryk Anders em fevereiro deste ano. Agora, ele pretende garantir mais um triunfo "para fazer história".

Em entrevista ao Estado, ambos os lutadores também apresentam divergências quando falam sobre o combate. Para Lyoto, esse encontro no octógono já deveria ter ocorrido. "Essa luta era para acontecer no passado, mas por fatores externos e pelo UFC mesmo não ter conseguido fechar, não aconteceu. É um clássico da luta, será bom para todo mundo: o Vitor, o público e o UFC. É um combate que eu cogitava há algum tempo. Eu estou feliz de ter essa oportunidade", conta.

Mas, para Belfort, é apenas um momento oportuno. "Eu nunca tive interesse de lutar com o Lyoto, mas acho que no momento que nós estamos e contando toda a nossa história, é algo que vai ser gratificante. Vou finalizar a minha história em um confronto com um lutador de alto nível e que representa a arte marcial da maneira que eu acho correta", afirma.

Com 26 vitórias no card, contra 23 do rival, Belfort apresenta menos tempo de combates dentro do octógono. Somando todas as suas lutas, ele ficou um pouco mais de duas horas em ação. Já Lyoto tem cerca de quatro horas e meia. Apesar dos números, o lutador carioca garante que não se preocupa com finalizações rápidas. "Não ligo para o tempo, eu procuro curtir cada momento. Vamos para mais uma luta, quero continuar escrevendo essa história. É apenas uma consequência do meu trabalho", completa.

Almejando apenas a vitória, o rival de Belfort não descarta a possibilidade de uma luta rápida e exibe confiança. "Vai ser do jeito que eu estou pensando, acho que essa luta termina antes do tempo. Vou conquistar uma vitória grandiosa", diz Lyoto, ansioso para ver o rival dentro do octógono.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.