Andrew Couldridge/Reuters
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Wembley recebe 90 mil pessoas para ver combate de Anthony Joshua

Campeão mundial dos pesos pesados versão Associação Mundial, Federação Internacional e Organização Mundial de Boxe, britânico encara o russo Alexander Povetkin

Wilson Baldini Jr., O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2018 | 05h00

Em um clima frenético, o lendário estádio de Wembley, em Londres, vai receber 90 mil pessoas neste sábado. Mas não será para acompanhar um clássico de futebol entre Arsenal e Tottenham. Trata-se da 22.ª luta profissional de Anthony Joshua, o campeão mundial dos pesos pesados versão Associação Mundial, Federação Internacional e Organização Mundial de Boxe. Ele vai defender os cinturões diante do russo Alexander Povetkin.

Para muitos críticos britânicos, Joshua, de 28 anos, já é a segunda maior celebridade do esporte no Reino Unido, só superado por Lewis Hamilton, tetracampeão mundial de F-1.

Suas credenciais provam a popularidade entre os britânicos. Campeão olímpico em Londres-2012, Joshua está invicto e soma 21 vitórias, com 20 nocautes. Sua bolsa para subir no ringue será de 25 milhões de libras (R$ 132,5 milhões), cinco vezes mais do que o oponente. Outro montante semelhante deverá ser arrecadado pelo campeão por meio de seus 13 patrocinadores, como marcas de carro, produtos esportivos e isotônicas.

Será a quarta vez consecutiva que Joshua luta em um estádio de futebol, a segunda em Wembley. As outras duas foram em Cardiff, no País de Gales. Uma quinta luta já está agendada para abril de 2019, mais uma vez no tradicional estádio.

Nas quatro vezes em que se apresentou, Joshua levou 250 mil pessoas aos seus combates. Ao mesmo tempo que o ingresso mais caro custa 3 mil libras (R$ 15 mil), o mais barato sai por 40 libras (R$ 211), o que faz com que fãs de todas as classes sociais compareçam às lutas.

Astros do cinema e da música britânica são figuras carimbadas nos eventos em que Joshua é a estrela. Até a família real posa ao lado do astro do boxe.

Se a propaganda é boa, Joshua é bastante criticado por só lutar na Grã-Bretanha. “Ele precisa invadir os Estados Unidos”, contesta Lennox Lewis, britânico como Joshua, e que estendeu sua carreira vitoriosa em ringues norte-americanos nos anos de 1990.

Ninguém acredita em uma derrota de Joshua para Povetkin, um russo bastante forte, campeão olímpico em Atenas-2004, dono de um cartel de 34 vitórias e uma derrota, mas que perdeu a credibilidade ao ser flagrado duas vezes em exame antidoping. Seria algo parecido como o 7 a 1 da seleção brasileira na Copa de 2014 se acontecesse. Por isso, muito já se fala de um futuro combate entre Joshua e o norte-americano Deontay Wilder, dono do cinturão mundial do Conselho Mundial de Boxe. 

Até lá, Joshua vai aumentando cada vez mais sua conta bancária e posando para fotos e selfies com seus inúmeros fãs pelo mundo.

 

 

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