José Augusto joga a toalha no Corinthians, que espera Tite

Interino entende que o time precisa de técnico mais experiente; treinador depende de acerto com árabes

31 de agosto de 2007 | 18h23

A humilhante goleada sofrida no Mineirão mudou o pensamento de José Augusto. O treinador, que antes fazia planos de assumir o Corinthians definitivamente, descartou a idéia e já pediu à diretoria que contrate alguém "mais experiente" para o cargo. Sua despedida será neste domingo, no clássico contra o Santos, no Pacaembu. O substituto deve ser Tite, que só depende do acerto de uma multa com o Al-Ain para chegar.José Augusto havia dito que considerava essa a "chance de sua vida". Com a experiência de já ter dirigido a equipe interinamente por três jogos no início do ano, ele tinha como objetivo recuperar o time no Campeonato Brasileiro e se firmar. Mas os 5 a 2 diante do Atlético Mineiro mostraram-lhe que a limitação da equipe é mais forte do que sua capacidade.Nesta quinta-feira à noite, o técnico se reuniu com o presidente Clodomil Orsi, o vice-presidente Wilson Bento e o vice de Futebol Antoine Gebran para expor sua situação. "O momento do Corinthians exige um técnico mais experiente. Para implantar meu trabalho eu preciso de tempo, e esse elenco precisa de um técnico experiente, que chacoalhe", contou, depois do treino desta sexta-feira, no Pacaembu. Os dirigentes aceitaram o pedido de José Augusto, que deve voltar para o time sub-17, e intensificaram os contatos com treinadores.O Estadão apurou que o novo técnico já está contratado e deve se apresentar na segunda-feira. E o nome de Tite, bancado principalmente pelo presidente do Conselho de Orientação Antônio Roque Citadini, ganhou ganhou força novamente no clube. O problema é o treinador conseguir a liberação do Al-Ain, dos Emirados Árabes, que lhe adiantou 1 milhão de dólares em luvas. A favor de Tite está o desejo revelado pelo próprio comandante aos dirigentes corintianos de que deseja voltar ao clube, que dirigiu de maio de 2004 a fevereiro de 2005.O Corinthians já teria aceitado as condições de Tite, entre elas a contratação de mais quatro integrantes da comissão técnica: os preparadores físicos Geraldo Delamore e Ricardo Rosa (que deixou o Parque São Jorge justamente para trabalhar no Oriente Médico com o treinador), o preparador de goleiros Jorge Azevedo e o auxiliar-técnico Cléber Xavier.O meia Rodrigo Fabbri, do Paulista, de Jundiaí, foi oferecido, mas descartado. O atacante Anaílson, ex-São Caetano e que disputa a Série C do Brasileiro pelo Atlético Goianiense, também foi oferecido e interessa.  (com Fábio Hecico)Atualizado às 19h19

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