'A gente está na melhor fase da nossa dupla', festeja Marcelo Melo

Apesar da ausência do croata Ivan Dodig, tenista mineiro é um dos favoritos ao lado de Julian Knowles nas duplas no Brasil Open

Entrevista com

Marcelo Melo

Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

09 de fevereiro de 2015 | 07h00

O mineiro Marcelo Melo entra em quadra no Ginásio do Ibirapuera como um dos favoritos na 15ª edição do Brasil Open. Ele terá o austriaco Julian Knowles ao seu lado na luta pelo tricampeonato da competição, que será disputada a partir desta segunda-feira até domingo. Os outros títulos conquistados pelo brasileiro foram em 2008, junto a André Sá, e em 2011, com Bruno Soares, ambos quando o torneio ainda era disputado na Costa do Sauípe, na Bahia.

Apesar da ausência de seu parceiro fixo na disputa pelo primeiro troféu da competição em São Paulo, Melo tem boas perspectivas depois de ter obtido os melhores resultados da carreira. Ao lado do croata Ivan Dodig, o brasileiro ficou com o vice-campeonato do ATP Finals em 2014, torneio em Londres que reúne as oito melhores duplas da temporada, e chegou à semifinal do Aberto da Austrália, em Melbourne, em janeiro.

"Foi o melhor resulado que a gente teve no Australian Open. Isso é muito bom para começar o ano confiante", festeja. E a esperança não se resume ao título do Brasil Open, Melo e Dodig estabeleceram a conquista de um Grand Slam como a meta desta temporada. "A gente vem melhorando a cada dia. Hoje a gente está na melhor fase da nossa dupla, os dois últimos resultados mostram isso", avalia.

O Brasil Open também será importante para o tenista como preparação para a Copa Davis. A equipe brasileira enfrentará a Argentina, em Buenos Aires, entre os dias 6 e 8 de março, pela primeira rodada do Grupo Mundial. Apesar da provável ausência do argentino Juan Martín Del Potro, que passou por uma nova cirurgia no punho esquerdo, Marcelo Melo projeta um caminho complicado para os brasileiros. "Vai ser um confronto duríssimo para nós, eles têm a opção de escolha do piso, o nível do mar é o que eles mais gostam de jogar. A gente tem de chegar lá muito bem preparado para aumentar as nossas chances", afirma.

Melo não vê como obstáculo o fato de Daniel Orsanic, ex-técnico de Thomaz Bellucci, ser o capitão da Argentina. "O Thomaz já está no circuito faz muito tempo, os próprios jogadores já conhecem ele muito bem, assim como já conhecem a gente. Não interfere tanto", minimiza.

Na Davis, Marcelo voltará a jogar do mesmo lado da quadra que Bruno Soares. Assim como deve acontecer em 2016, nos Jogos Olímpicos do Rio. De acordo com o mineiro, a preparação da dupla para o ciclo olímpico só deve ter início a partir do segundo semestre. "A gente vem jogando muito bem cada um com seu parceiro. Quando juntamos, caso de Copa Davis, a gente está jogando muito bem um com o outro. No momento não tem tanta necessidade de estar preocupado. Essa preparação a gente pode fazer um pouco mais para frente."

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