Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

A um dia do fim da suspensão, Bia Haddad treina em casa e dá dicas de tênis

Brasileira foi pega no doping após suplementos vitamínicos que consumia serem contaminados em farmácia de manipulação

Redação, Estadão Conteúdo

21 de março de 2020 | 16h45

Bia Haddad Maia passou vários meses esperando ansiosamente por este domingo, 22 de março. No dia em que sua suspensão por doping completará oito meses, ela estará oficialmente liberada para voltar a treinar na quadra, mas isso não será possível por causa da pandemia do novo coronavírus, que vai prolongar por tempo indeterminado o sofrimento da jogadora de 23 anos.

A tenista brasileira testou positivo para metabólitos de SARM S-22 e SARM LGD-4033, substâncias proibidas pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês). Mas sua defesa conseguiu comprovar que o resultado positivo foi resultado de uma contaminação de suplementos vitamínicos que ela vinha ingerindo para complementar sua dieta - a mistura teria acontecido na própria farmácia de manipulação que produziu os suplementos.

Desde o dia 22 de julho do ano passado, quando a punição entrou em vigor, Bia está proibida de frequentar clubes e academias credenciadas pelas entidades que organizam o tênis no Brasil e no mundo. A suspensão, de dez meses, terminará no dia 22 de maio e ela se vira como pode para se preparar para voltar a jogar.

"Amanhã (domingo) seria o último dia sem poder frequentar clubes e academias, mas não vai mudar nada, já que está tudo fechado", lamentou Bia em vídeo publicado nas redes sociais. "De qualquer maneira, estou tentando manter a minha rotina. Estou fazendo em casa treinos preventivos para quadril, ombro, tornozelo, joelho, o que dá para fazer com borrachinha e com pesos."

A tenista contou que, além dos trabalhos físicos, tem assistido a muitos vídeos de grandes jogadores da história da modalidade para desenvolver seu jogo tanto na parte técnica quanto na postura em quadra.

"Quem é tenista e neste momento não pode treinar pode aprender muito assistindo não só aos seus jogos, mas também aos dos grandes jogadores", disse ela. "É legal ver o que eles fazem nos momentos mais importantes das partidas, nos break points... Dá para aprender pra caramba. A gente pode reparar como eles dão os splits, como dão o ombro para a bola, como sacam. A tecnologia ajuda muito porque dá para congelar a imagem, rodar em velocidade menor, enfim, há muita coisa útil para a gente aprender."

Além disso, Bia revelou que tem trabalhado bastante o aspecto mental, fundamental no tênis. Segundo ela, o período de isolamento como medida de prevenção à pandemia da doença pode ser útil para a preparação psicológica.

"Tenho mantido o trabalho mental, muita coisa a gente consegue melhorar meditando, controlando os pensamentos. Eu sou superacelerada e, por isso, para mim é difícil me ocupar em casa, mas é possível ficar bem dessa forma. Meu home office é buscar tudo o que eu posso para aprimorar meu tênis", destacou.

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