Agassi x Blake para dividir opiniões

Um encontro das quartas-de-final do US Open está mexendo com corações e mentes dos norte-americanos: Andre Agassi e James Blake jogam nesta quarta-feira não só por uma vaga nas semifinais, como também representam distintas tendências do país. Agassi, de 35 anos, é a imagem do sonho americano. Filho de imigrantes, alcançou sucesso e fama. Leva ainda o carinho por estar no final da carreira e um título em Nova York pode significar uma despedida honrosa. Para Blake, o preferido das minorias, uma vitória seria como um renascimento. A sua história é marcante. Ano passado, perdeu o pai com câncer no estômago, foi acometido por uma virose que paralisou seu lado esquerdo e sequer piscava, e teve também uma séria lesão no pescoço. Viu o US Open pela televisão e não poderia sequer sonhar que estaria agora, novamente, com uma oportunidade de vida. Blake começou a jogar incentivado pelo irmão, aos cinco anos. Mas foi com oito anos, ao ouvir uma palestra de Arthur Ashe, no Harlem, em Nova York, que resolveu seguir os passos do ídolo até chegar ao profissionalismo. Aos 13 anos, mais um obstáculo. Estava com uma escoliose (desvio da coluna) tão severa que foi obrigado a usar um colete por 18 horas diárias. Superou todos os problemas, chegou à Universidade de Harvard, por onde esteve dois anos, até decidir-se pelo profissionalismo no tênis. Hoje, conta até com uma torcida organizada, que costuma estar aglutinada em um box do Arthur Ashe. Pela chave feminina, nesta quarta serão disputados dois jogos das quartas-de-final. Mary Pierce, que surpreendeu Justine Henin-Hardenne (6/3 e 6/4) vai enfrentar sua compatriota Amelie Mauresmo, enquanto Lindsay Davenport joga com a russa Elena Dementieva. Tudo por dinheiro - O eslovaco Dominik Hrbaty chama a atenção por um detalhe, no mínimo, estranho em sua camisa de predominância rosa. Nas costas há dois cortes para ventilação, mas que o expõe ao sol. O possível constrangimento pelo uso do modelo em nada afetou o bem humorado eslovaco. "É uma criação da Lotto. Eles me pagam e eu uso", contou com um sorriso irônico. "Para os buracos nas costas, uso um protetor solar. E se acharam que está muito pequena, posso pedir uma numeração maior".

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