Ameaça de punição irrita Puerta

A possibilidade de ser banido do esporte por reincidência em doping durante o torneio de Roland Garros, deixou o tenista argentino Mariano Puerta bastante irritado. No Rio, para participar do Desafio Petrobrás de Tênis Internacional, na praia de Copacabana, o jogador negou-se a comentar o assunto e não fez cara de bons amigos ao repórter do L?Equipe, jornal francês que fez a denúncia, em setembro, antes mesmo de o caso ser julgado. ?Não falo nada sobre esse assunto?, disse Puerta de forma ríspida. ?Quero deixar claro que só vou responder perguntas relativas ao torneio que estou participando no Rio.? Puerta vem de Londres, onde acompanhou essa semana o julgamento de seu caso por uso da substância etilefrine, que teria sido detectada na partida final de Roland Garros, em que perdeu para o espanhol Rafael Nadal. Em 2003, o tenista argentino cumpriu suspensão por nove meses por causa do anabolizante clenbuterol e uma nova constatação de doping significaria o fim de sua carreira, aos 27 anos, justamente no seu melhor momento, em um ano que chegou a final de um Grand Slam (Roland Garros) além de ter participado do Masters Cup, em Xangai, com os oito melhores da temporada. O caso de Puerta surge num momento importante, justamente quando a ATP (Associação dos Tenistas) anunciou um acordo com a ITF (a Federação Internacional) para realizar um controle mais efetivo de doping. A partir de janeiro de 2006, a coleta de material, análise e julgamento caberá a ITF, para todos os torneios, seja da série ATP, ou Grand Slam e Copa Davis. O convite para Puerta jogar no Rio surgiu em função de sua boa participação na Copa Petrobrás ? série de torneios challengers na América Latina ? na edição do ano passado. Como uma das atrações do evento, entra na competição a partir das semifinais. Guga aceita qualifying ? Também já previamente classificado para as semifinais do Desafio de Tênis em Copacabana, Gustavo Kuerten quer aproveitar a competição para retomar o ritmo de jogo. Desde 25 de setembro, quando defendeu o Brasil na Copa Davis, em Montevidéu, Guga não joga uma partida. ?Vai ser bom para tirar a ferrugem?. Com esperanças de reencontrar-se com seu bom tênis em 2006, Guga não descarta nem mesmo a possibilidade de jogar qualifyings para estar nos grandes torneios. ?Meu interesse é de participar dos principais eventos, e se não conseguir wild cards (convites) para os Masters Series ou mesmo os Grand Slams, posso ter de passar pela fase de classificação. Tenho de estar preparado para jogar mais partidas e, por isso, estou investindo na minha condição física. No ano que vém vou poder jogar bastante, sem precisar de tantos períodos de descanso e recuperação como vinha fazendo.?

Agencia Estado,

08 de dezembro de 2005 | 16h34

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