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André Sá: 'Não interessa o que os outros falem, Bellucci tem de acreditar nele'

Treinador do tenista, Sá diz que vai ajudá-lo a evoluir táticas de jogo e tomadas de decisão

Rafael Franco, Estadão Conteúdo

05 de fevereiro de 2018 | 07h34

Contratado no ano passado para se tornar o novo técnico de Thomaz Bellucci, André Sá está prestes a encerrar a sua carreira como jogador, entre outras coisas, para poder se dedicar ao seu novo pupilo. Morando na Flórida, nos Estados Unidos, onde também começou a trilhar a sua formação como tenista já na infância, o mineiro de 40 anos de idade jogará a chave de duplas do Torneio de Quito nesta semana fazendo parceria justamente com Bellucci. E, após 21 anos de carreira no circuito profissional, ele espera fazer o seu velho conhecido engrenar e, no mínimo, reeditar os melhores momentos da trajetória esportiva do paulista de 30 anos.

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Para conquistar este novo objetivo em uma nova função dentro da quadra, Sá também está trabalhando para tornar Bellucci mais forte na parte psicológica, o que pode ser considerado um ponto fraco do tenista, que muitas vezes perdeu partidas por causa das consequências negativas que a falta de equilíbrio emocional provocaram em seu jogo.

"O trabalho com ele vai no pouco a pouco, mudando algumas coisas na tática de jogo, nas tomadas de decisões que vão ajudar ele a manter este foco e essa consistência maior na parte emocional. E sempre vou passar pra ele que quem precisa acreditar no potencial dele é ele. Não interessa o que os outros falem dele. E nem o que eu, ou o que o preparador físico, ou o que os fãs falem. O importante é ele acreditar que tem potencial para chegar entre os 20 melhores do mundo. E a gente está trabalhando para isso", ressaltou André Sá, em entrevista ao Estado, na semana passada.

E Bellucci tem o seu retorno às quadras previsto para acontecer no final da noite desta segunda-feira, às 21h30 (de Brasília), quando estreia no Torneio de Quito contra o dominicano Victor Estrella Burgos, que derrotou o brasileiro nas últimas três edições do ATP 250 equatoriano, sendo uma delas na final, em 2016. Será a volta do paulista aos torneios após cumprir cinco meses de suspensão por doping, em pena encerrada no final do mês passado.

Ao abordar este tema delicado da carreira de Bellucci, Sá ressaltou que o seu novo pupilo acabou sendo prejudicado pelo consumo não intencional de um multivitamínico que estava contaminado com uma sustância proibida pela Agência Mundial Antidoping. E o novo treinador acredita que isso agora já é assunto superado para o tenista.

"Sobre a suspensão, realmente foi difícil, um momento complicado, mas é uma coisa que estava muito fora das minhas mãos. Ele tomou um suplemento contaminado e ponto final. Foi muita falta de sorte, só isso. Mas agora é bola pra frente, isso já passou, está começando um ano novo agora e vamos com tudo para 2018", projetou.

Já ao ser questionado pelo Estado sobre o que Bellucci precisa para voltar à melhor forma de sua carreira, André Sá destacou: "No momento o que falta são mais horas de quadra para ele atingir o nível que ele atingiu alguns anos atrás. Treinar bastante, treinar novas táticas, novos golpes para ele se sentir confortável para voltar ao normal, que é lá na frente entre os 20 melhores (do ranking)".

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