Antes de jogar o ATP Finals, Federer cobra mais exames antidoping no tênis

Considerado por muitos o maior tenista de todos os tempos, o suíço Roger Federer foi o centro das atenções nesta sexta-feira, em Londres, em entrevista coletiva que serviu para promover o ATP Finals, torneio que reúne os oito melhores jogadores da temporada e está marcado para começar neste domingo na capital inglesa.

Estadão Conteúdo

13 Novembro 2015 | 19h10

E o assunto que dominou a coletiva foram os exames antidoping no tênis, tema que voltou a ser explorado pelos jornalistas na esteira do fato de que o atletismo da Rússia corre o risco de ficar fora da Olimpíada do Rio, em 2016, sob suspeita de participar de um esquema para acobertar resultados positivos para substâncias dopantes em seus atletas.

Ao ser questionado sobre o assunto, o recordista de títulos de Grand Slam afirmou nesta sexta-feira que a sua modalidade deveria promover um maior número de exames antidoping ao longo de uma temporada. Essa não é a primeira vez que Federer coloca em xeque a eficiência do sistema atual implementado para combater o uso de substâncias dopantes no tênis.

"Eu fico sempre surpreso quando eu saio de quadra após uma final e me pergunto: ''Por que não fizeram o antidoping?''", afirmou o suíço, que cobra a existência de um sistema mais rígido para combater o doping entre os tenistas. "Sempre que você chegar às quartas de final de um torneio, quando os pontos são maiores e o dinheiro é maior, você deve saber que você vai ser testado", completou.

Atual terceiro colocado do ranking mundial, Federer revelou ter sido submetido a cinco testes antidoping realizados fora de competição, mas acredita que este número ainda é pequeno. A sua opinião, porém, diverge da do sérvio Novak Djokovic, hoje o número 1 do mundo, que acredita estar dentro de um esporte limpo no cenário mundial.

"Nós não tivemos muitos escândalos, particularmente em alto nível. Acontecem muitos testes ao longo do ano em competição, e fora também. Não sei quantas vezes fui testado neste ano. Vieram na minha casa três ou quatro vezes em período de competição, na maioria dos torneios, principalmente nos grandes, em que você passa por testes", ressaltou o sérvio, antes de acrescentar que "sempre está disponível" para os exames e que é "a favor de todos os testes possíveis" na modalidade.

O espanhol Rafael Nadal, hoje quinto colocado do ranking mundial, é outro que diz acreditar que o tênis esteja protegido por um eficiente controle antidoping, embora a aparição de casos de testes positivos são relativamente raros. No mais recente deles, o sérvio Victor Troicki foi punido com um ano e meio de suspensão após faltar a um teste.

Já o britânico Andy Murray, atual vice-líder da ATP, exibiu certo ceticismo ao admitir que seja difícil que se controle todos os jogadores durante toda uma temporada. E ele até citou o caso do ex-ciclista Lance Armstrong, que confessou o uso de doping sistemático e acabou ficando conhecido como a maior fraude da história do esporte, no qual o anteriormente o norte-americano se consagrou com sete títulos da Volta da França, que foram todos cassados.

"Não tenho ideia de como seria um sistema perfeito. Me controlaram mais essa temporada do que na passada, mas Lance Armstrong repetiu durante anos que era o (ciclista) mais controlado, assim como isso não garantia nada (de eficiência)", ressaltou o britânico.

Federer irá estrear no ATP Finals às 18h (de Brasília) deste domingo, quando enfrentará o checo Tomas Berdych. Pelo mesmo grupo da competição, o sérvio Novak Djokovic fará a sua estreia contra o japonês Kei Nishikori, também no domingo, às 12 horas.

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