Epa Koen Suyk/EFE
Epa Koen Suyk/EFE

Aos 36 anos, Federer faz história ao voltar ao topo da ATP

Suíço avançou no Torneio de Roterdã ao vencer o holandês Robin Haase por 2 a 1

Rafael Franco, Estadão Conteúdo

16 de fevereiro de 2018 | 18h10

Roger Federer escreveu nesta sexta-feira, na Holanda, mais um lindo capítulo da sua gloriosa história no tênis. O suíço assegurou o seu retorno à liderança do ranking da ATP, após quase seis anos fora deste posto, ao vencer o holandês Robin Haase por 2 sets a 1, de virada, com parciais de 4/6, 6/1 e 6/1, e avançar à semifinal do Torneio de Roterdã.

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Atual vice-líder, o tenista da Basileia ultrapassará o espanhol Rafael Nadal e aparecerá em primeiro lugar na próxima segunda-feira, quando a ATP voltará a atualizar a sua listagem. Com isso, ele empilhará em sua montanha de recordes o feito de ter se tornado o mais velho jogador a assumir a ponta desde a instituição do ranking mundial, em agosto de 1973.

Até o grande feito obtido nesta sexta, o tenista mais veterano a figurar na condição de número 1 do mundo era o norte-americano Andre Agassi, com 33 anos e quatro meses, em feito obtido em 2003. Nascido em 8 de agosto de 1981, Federer voltará a topo com 36 anos e seis meses.

O suíço apareceu pela última vez na liderança do ranking da ATP no dia 29 de outubro de 2012. Antes de deixar este posto, o lendário tenista acumulou 302 semanas ao total no topo da listagem da entidade, sendo 237 de forma consecutiva - dois recordes entre os inúmeros outros que colecionou na Era Aberta do tênis profissional.

Segundo tenista a ficar mais tempo na ponta do ranking, o norte-americano Pete Sampras ostentou este status por 286 semanas, mas "apenas" 102 delas de maneira seguida. De volta ao topo, o suíço estreou neste posto em fevereiro de 2004 e só foi deixá-lo em agosto de 2008. Depois disso, após quase um ano como segundo colocado, voltou a ser líder em julho de 2009 e sustentou a ponta até o fim de maio de 2010. E seu último período anterior como número 1 durou apenas entre julho e outubro de 2012.

A sua escalada para retornar pela quarta vez à ponta do ranking começou a ser vista como um objetivo mais palpável a partir de 2017, quando fechou a temporada com sete títulos, sendo dois deles de Grand Slam, com os troféus de Wimbledon e do Aberto da Austrália. Neste ano, ele voltou a triunfar em Melbourne e completou 20 taças da série dos quatro torneios mais importantes do circuito profissional - são oito de Wimbledon, cinco do US Open, um de Roland Garros e seis do Aberto da Austrália.

Com dez vitórias em dez jogos disputados até aqui neste ano, Federer enfrentará na semifinal deste sábado em Roterdã o ganhador do duelo entre o italiano Andreas Seppi e o russo Daniil Medvedev, programado para acontecer ainda na noite desta sexta-feira.

Caso volte a confirmar favoritismo, o suíço buscará no domingo o seu 97º título de simples no circuito profissional, no qual agora também contabiliza 1.142 vitórias em 1.392 jogos. Em número de triunfos, o recordista só está atrás do norte-americano Jimmy Connors, que ganhou 1.256 vezes em 1.535 partidas.

Connors, por sua vez, é o quarto tenista mais velho a assumir a ponta do ranking da ATP na história. Ele obteve o feito com 30 anos e dez meses em 1983. O terceiro jogador com idade mais avançada a alcançar o topo foi Rafael Nadal, com seu retorno ao primeiro lugar quando estava com 31 anos e dois meses em 2017. O Top 5 dos mais veteranos a encabeçarem a listagem é fechado pelo checo naturalizado norte-americano Ivan Lendl, com 30 anos e cinco meses em 1990.

O outro duelo da semifinal do ATP 500 holandês já está definido. O belga David Gofin, quarto cabeça de chave, contou com a desistência do checo Tomas Berdych por motivo de lesão e avançou por W.O. para encarar neste sábado o búlgaro Grigor Dimitrov, que nesta sexta derrotou o russo Andrey Rublev por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/4.

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