Apesar da crise, Federer mantém liderança do ranking da ATP

Líder do ranking desde fevereiro de 2004, tenista suíço não ganhou ainda um título em 2008

Chiquinho Leite Moreira, O Estado de S. Paulo

23 de março de 2008 | 14h02

Nunca, desde que assumiu a liderança do ranking em fevereiro de 2004, Roger Federer teve um início de temporada tão ruim. O tenista suíço não ganhou ainda um título e já acumula três decepcionantes derrotas: nas semifinais do Aberto da Austrália, para Novak Djokovic; na primeira rodada em Dubai, para o talentoso Andy Murray; e agora em Indian Wells, para o apenas razoável Mardy Fish, número 98 da ATP, jogador de ranking mais baixo a vencer o número 1 do mundo desde 2003.   Apesar da falta de resultados, do ataque da mononuscleose - uma doença que não vai embora em tão poucas semanas - e da recente ameaça de Rafael Nadal, que chegou a estar a apenas 350 pontos de diferença, a verdade é que Roger Federer segue tranqüilo como líder do ranking e sua posição não deverá correr riscos até pelo menos o torneio de Roland Garros, no final de maio, em Paris.   Esta tranqüilidade de Federer é proporcionada pelo sistema de ranking em que um tenista precisa ‘defender’ os pontos ganhos na temporada anterior. Até Roland Garros, o tenista suíço tem pela frente um total de 1,4 mil pontos - 75 do Masters de Miami, 350 de Montecarlo, 75 de Roma, 500 de Hamburgo e 700 de Paris -. Situação bem mais complicada está o espanhol Rafael Nadal. Com resultados brilhantes na temporada de saibro do ano passado, agora tem grandes responsabilidades pela frente, ou seja, nada menos do que 2.775 pontos para defender: 125 de Miami, 500 de Montecarlo, 500 de Roma, 300 de Barcelona, 350 de Hamburgo e 1.000 de Paris.   Bem mais cômoda é a posição do sérvio Novak Djokovic, com total de 1.275 até Paris. Só que sua diferença atual para com Federer é de assombrosos 2.855 pontos, um volume difícil de se superar em apenas alguns meses.   Com números tão favoráveis, Roger Federer não se desespera e tenta atribuir esta má fase ao acaso. "Eu acho estranho que nos últimos cinco anos não tenha perdido jogos para adversários como Fish. Vejo como um resultado normal, especialmente num jogo em que ele (Fish) esteve fantástico." A atual temporada revela um Federer mais humano. Muito normal, só que estes resultado surgem justamente quando se esperava que o tenista suíço estivesse em plena forma e a ponto de quebrar o recorde de 14 troféus de Grand Slam, nas mãos de Pete Sampras.   Federer segue agora para Miami com a responsabilidade de um título para provar que ainda é o número 1 de direito.

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