Thomas Samson/AFP
Thomas Samson/AFP

Apesar de novos casos de covid-19 na França, público é mantido em Roland Garros

Polícia restringiu aglomerações em Paris, mas torcedores continuam tendo acesso ao torneio de tênis

Redação, Estadão Conteúdo

05 de outubro de 2020 | 12h03

Apesar de voltar a restringir aglomerações em Paris, as autoridades francesas decidiram manter a presença de público em Roland Garros, que será disputado até domingo. O Grand Slam francês de tênis vai poder continuar a receber até 1.000 torcedores por dia, embora a polícia local tenha decidido fechar os bares da cidade pelas próximas duas semanas, a contar desta terça-feira, para evitar novos casos de coronavírus.

A preocupação se deve ao crescimento do número de casos positivos para covid-19 entre pessoas de 20 e 30 anos. Os restaurantes poderão seguir abertos, mas os nomes dos clientes deverão ser registrados e o limite de pessoas por mesa é de 6 pessoas. Em tempos normais, sem a covid, cerca de 30 mil pessoas circulam pelo complexo de Roland Garros diariamente.

Até agora, mais de 32 mil pessoas morreram de coronavírus na França, de acordo com dados oficiais. O chefe da polícia de Paris, Didier Lallement, disse que as medidas são para frear a epidemia, que tem avançado rápido. "É preciso freá-la antes que o sistema esteja sobrecarregado".

Já Roland Garros seguirá com o mesmo movimento de torcedores em seu complexo, em Paris, apesar de, no domingo, ter excluído duas garotas da chave juvenil em razão de testes positivos para o novo coronavírus. O nome das atletas não foi divulgado pela organização.

Os casos de covid-19 rondam a competição antes mesmo do início. Às vésperas do começo do qualifying, a organização anunciou que cinco tenistas estavam excluídos do torneio por terem dado teste positivo ou por terem tido contato mais próximo com infectados. De acordo com o jornal espanhol Marca, os atletas são o usbeque Denis Istomin, o bósnio Damir Dzumhur, o espanhol Bernabé Zapata, o americano Ernesto Escobedo e o sérvio Pedja Kristin.

No domingo, a doença voltou a preocupar na chave masculina. Após perder para o jovem italiano Jannik Sinner, o alemão Alexander Zverev disse ter sofrido febre na noite anterior ao jogo, e que apresentou falta de ar também. De acordo com Roland Garros, o vice-campeão do US Open não chegou a consultar os médicos da organização antes da partida.

Cerca de 3 mil testes para o novo coronavírus já foram realizados pela Federação Francesa de Tênis desde antes do início da competição, no fim do mês passado. Desde que começou, Roland Garros vem seguindo os protocolos de segurança, com distanciamento social e uso constante de máscara pelos jogadores, nos momentos em que não estão jogando.

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