Alexander Hassenstein/Laureus
Alexander Hassenstein/Laureus

Após ganhar o Laureus, Djokovic revela que quase se aposentou do tênis

Sérvio contou que as dores e a dificuldade para voltar a competir em alto nível o fizeram pensar em deixar as quadras

Daniel Batista, enviado especial a Mônaco, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2019 | 04h33

Novak Djokovic foi eleito o melhor atleta do ano passado, pelo prêmio Laureus, mas poderia ter ganho também a premiação de melhor volta por cima. O tenista sofreu uma grave lesão no cotovelo que o deixou sem jogar por cerca de seis meses. A volta foi com tropeços diante de adversários que antes não ofereciam perigo ao sérvio. A falta de rendimento o fez pensar em ter uma atitude drástica, mas tudo mudou.

"Eu questionei tudo. Pensei em deixar o tênis e muitas outras coisas. A minha vida não tinha mais equilíbrio e eu sentia que tinha falhado comigo mesmo após a operação. Me custou vários meses até conseguir me reencontrar", contou o tenista, que deu uma volta por cima em um nível tão elevado que assumiu a liderança do ranking mundial.

O sérvio contou ainda que os problemas começaram durante o torneio de Roland Garros, em 2016, e que a questão não era só física. "Quando consegui a meta de ter quatro Grands Slams, senti um grande alívio, mas não estava realizado. Não sei o motivo, acho que não fui capaz de desfrutar aquilo tudo. Depois, entendi a filosofia de viver o momento. Aprendi tantas coisas de mim mesmo e da vida ao mesmo tempo. Tive de fazer muito trabalho interior durante os últimos 15 meses, mas agora estou aqui, como se estivesse vivendo um conto de fadas", comentou o sérvio, bastante ovacionado durante a premiação.

De fato, a temporada passada foi histórica para Djoko. Ele conquistou Wimbledon e o US Open e ainda se tornou o primeiro tenista a conquistar todos os Masters 1000 do circuito mundial. "De fato, tive uma temporada espetacular e me orgulho de ter superado todas as adversidades para chegar até aqui", comentou.

 
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