Minas Panagiotakis/AFP
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Após maior título da carreira, Luisa Stefani entra no Top 20 e é a 19ª na WTA

Tenista brasileira conquistou o WTA 1000 de Montreal no último domingo e se tornou a primeira mulher do país a figurar no Top 20 do ranking da entidade

Redação, Estadão Conteúdo

16 de agosto de 2021 | 14h30

Luísa Stefani continua escrevendo o seu nome na história do tênis brasileiro. Depois de conquistar a primeira medalha olímpica da modalidade ao lado da conterrânea Laura Pigossi, faturando o bronze nos Jogos de Tóquio-2020, nesta segunda-feira ela se tornou a primeira mulher do país a figurar no Top 20 do ranking da WTA.

Campeã do WTA 1000 de Montreal, no Canadá, no último domingo, ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, no que foi a maior conquista da carreira até então, Stefani ganhou três lugares no ranking e subiu para a 19.ª posição na lista atualizada desta segunda-feira. Ela é apenas a sexta duplista do Brasil a alcançar uma colocação tão boa no ranking.

Antes dela, os também paulistas Cássio Motta e Carlos Kirmayr foram os precursores nas duplas, seguidos mais recentemente pelos mineiros André Sá, Marcelo Melo e Bruno Soares. Em simples, apenas Gustavo Kuerten conseguiu se meter entre os 20 melhores do mundo, com Thomaz Bellucci batendo na trave e chegando ao 21.º posto em 2010.

Stefani é a única brasileira no Top 100 do ranking de duplas da WTA. A segunda mais bem colocada do país é a paulista Laura Pigossi, que ganhou duas posições e agora é a 187.ª do mundo. Um pouco mais abaixo, a também paulista Rebeca Pereira subiu mais três colocações e foi para o 235.º posto, o melhor da carreira até o momento.

Em simples, a tunisiana Ons Jabeur continua brilhando no circuito profissional e nesta segunda-feira faz a sua estreia como Top 20 no ranking da WTA. Quadrifinalista em Montreal, a tenista de 26 anos ganhou duas colocações com a campanha e agora é a 20.ª melhor do mundo.

A campeã no Canadá, a italiana Camila Giorgi, viu a conquista lhe render um grande salto na lista da WTA, disparando 37 lugares. Ela aparece nesta segunda-feira na 34.ª colocação, mas precisará subir um pouco mais até igualar sua melhor marca, tendo já ocupado o 26.º posto.

MASCULINO - Campeão do Masters 1000 de Toronto, no Canadá, no último domingo, batendo o americano Reilly Opelka na final, o russo Daniil Medvedev diminuiu a distância para o sérvio Novak Djokovic no ranking da ATP e agora está 1.493 pontos atrás do número 1, podendo encostar de vez caso seja campeão do Masters 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos, nesta semana.

Tanto Djokovic como Medvedev terão descontados os 1.000 pontos dos títulos de Cincinnati dos dois últimos anos. O sérvio foi campeão na temporada passada e o russo em 2019, mas manteve a pontuação até agora por causa do congelamento forçado pela pandemia do novo coronavírus. Com isso, tudo que o vice-líder da ATP somar agora irá reduzir a diferença entre eles.

Se conseguir repetir o feito de dois anos antes e sair de Cincinnati com o título, Medvedev chegará no US Open com apenas 493 pontos de desvantagem para o sérvio. Sua situação só não será melhor na briga pela ponta do ranking porque defende 1.200 pontos do vice-campeonato de 2019 em Nova York, enquanto que Djokovic defende apenas 180 das oitavas de final.

Entre os brasileiros, a grande semana do gaúcho Orlando Luz no Challenger de San Marino, saindo do qualificatório e indo até a sua primeira final da carreira em torneios deste nível, lhe rendeu um enorme salto no ranking. Na lista desta segunda-feira, ele melhorou 39 colocações e foi para o 272.º lugar, o mais alto que já atingiu até então.

O gaúcho de 23 anos é agora o quinto melhor do país, atrás do cearense Thiago Monteiro (94.º colocado), do paranaense Thiago Wild (120.º), do paulista Felipe Meligeni Alves (201.º) e do mineiro João Menezes (229.º).

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