Paulo Fonseca|EFE
Paulo Fonseca|EFE

Após sufoco, Bellucci defende escolha do piso duro na Copa Davis

'Acredito que escolhemos o piso certo', afirma o tenista número 1 do Brasil

Nathalia Garcia, enviada especial a Belo Horizonte, O Estado de S. Paulo

16 de julho de 2016 | 11h30

Com a ideia de transformar a Copa Davis em um teste para os Jogos Olímpicos, o Brasil optou pelo piso duro em Belo Horizonte. Condição muito mais favorável aos tenistas do Equador, acostumados a esse tipo de cenário. Apesar do sufoco no primeiro dia de confrontos, Thomaz Bellucci defendeu a escolha técnica, explicando que é o conjunto de fatores que torna a situação adversa.

"A quadra está lenta. O que a torna rápida é o clima de Belo Horizonte, um pouco de altura, clima seco. Quando as bolas estão novas, o jogo fica bem mais rápido. Estamos jogando em casa, temos de jogar com o que temos. Acredito que escolhemos o piso certo e vamos com tudo para os próximos jogos", disse.

Mesmo sem conhecer muito o estilo de Roberto Quiroz, o brasileiro já esperava um confronto duro na Davis. Foram 2 horas de 57 minutos de jogo para ganhar do equatoriano por 3 sets a 1 na última sexta-feira. "São dois jogadores que vieram de universidades americanas e sabem jogar em quadras rápidas. Estávamos preparados para jogos complicados. Eu sabia que teria de dar meu máximo em quadra, estar concentrado mentalmente."

Já Rogério Dutra Silva, derrotado na estreia, admitiu que teve dificuldades para se adaptar. Ainda assim, isentou a quadra dura pelo resultado ruim. Irregular, deixou Emilio Gomez, do Equador, dominar a partida e ganhar por 3 sets a 1, com direito a "pneu" (6/0) no terceiro set. "Não são as condições que estou mais habituado a jogar. A quadra é muito boa. Tem de se levar em conta que é indoor (coberta) e tem um pouco de altura. O jogo acaba ficando mais rápido", analisou.

O tenista equatoriano aproveitou sua familiaridade com as quadras rápidas para dar o primeiro ponto para seu país. E Gomez comemorou a escolha do Brasil por esse tipo de piso. "Temos uma história em universidades americanas, que jogam sempre em quadras duras e rápidas. Viemos aqui sabendo o que faríamos. Sei que eles escolheram o piso pensando nos Jogos Olímpicos, que são muito importantes para eles, mas acabou sendo bom para nós."

Brasil e Equador estão empatados por 1 a 1, e a decisão ficará para domingo. O sorteio realizado na quinta-feira colocou Rogerinho com a responsabilidade de abrir e de fechar a série na Davis. Caso o confronto com Roberto Quiroz se torne decisivo, o brasileiro promete muito empenho para sair com a vitória. "Vou estar um pouco mais acostumado com as condições. Se precisar do quinto jogo, vou defender as cores do Brasil e vou dar 110% de mim em quadra", garantiu.

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