Associações de tênis marcam reunião para combater corrupção

A Federação Internacional de Tênis, a ATP e a WTA se reunirão em Londres, nesta sexta-feira

11 de outubro de 2007 | 19h39

A Federação Internacional de Tênis, a Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) e a Associação Feminina de Tênis (WTA) marcaram uma reunião para esta sexta-feira, em Londres, para discutir a criação de um órgão para preservar a imagem do esporte e mantê-lo livre de suspeitas de manipulação de resultados nos jogos. "Iremos discutir os próximos passos a serem dados no sentido de criar uma divisão que assegure a integridade do tênis o mais rapidamente possível, mas para que tenha também garantida sua eficiência", disse o porta-voz da ATP Kris Dent. O encontro foi agendado depois que na última terça-feira o tenista britânico Andy Murray afirmou existir corrupção entre os tenistas. Segundo ele, é muito difícil provar que alguém perde uma partida de propósito, mas disse que "todos sabem que isso acontece". O segundo colocado do ranking da ATP, o espanhol Rafael Nadal, disse não acreditar que isso aconteça. Devido a sua declaração bombástica, a ATP pediu que o representante de Murray viabilize uma reunião que deverá acontecer durante o Masters Series de Madri, na próxima semana. Os comentários sobre manipulação de resultados tornaram-se muito fortes há cerca de dois meses, quando um site de apostas na internet comunicou à ATP ter cancelado as apostas em uma partida entre Nikolay Davydenko e o argentino Martín Vassallo na Polônia devido ao alto volume de apostas que estavam sendo feitos no azarão Vassallo, mesmo após ele ter perdido o primeiro set. Davydenko, número quatro no ranking mundial, abandonou a partida no terceiro set alegando sentir uma lesão. Dent informou que a investigação sobre essa partida ainda está sendo feita, mas que levará um pouco mais de tempo para ser concluída por se tratar de um assunto muito difícil. Depois desse episódio, alguns jogadores afirmaram terem recebido propostas para combinar resultados. A pedido de dirigentes do tênis, foi elaborada uma lista com 150 jogos com resultados suspeitos, incluindo partidas dos quatro Grand Slams, desde 2002.

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