Robyn Beck|AFP
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Atletas estão um passo à frente das autoridades

Doping de Sharapova chama atenção para avalanche de casos

Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2016 | 09h44

O teste positivo de Sharapova apenas chamou a atenção para uma avalanche de casos que ameaça esvaziar os Jogos Olímpicos do Rio. Atletas de diversos esportes estão sendo flagrados por uso de Meldonium. O esporte limpo, onde o melhor tem de ser o vencedor, sofre mais um revés. Ficou comprovado mais uma vez que os que lutam contra o doping estão sempre uma passo atrás daqueles que usam substâncias ilícitas para aumentar o rendimento e obter resultados.

A Meldonium há muito era utilizada pelos atletas. Sharapova alegou usar o medicamento desde 2006 por causa de problemas de saúde. Mas, se ele era essencial para o funcionamento do organismo da tenista, qual o motivo de não informar à Agência Mundial Antidoping (Wada) sobre o uso no começo deste ano, quando esta substância entrou na lista das que configuravam doping? É difícil também acreditar que uma atleta do nível dela, com um time de profissionais à disposição, tenha sido tão inocente a ponto de não ler um informe da Wada.

A Wada demorou para incluir o Meldonium na lista das substâncias proibidas, mas não é uma questão tão simples. A corrida entre as autoridades de doping e os atletas é desleal. A escolha de substâncias utilizadas para alcançar um ganho evolui tão rapidamente quanto as técnicas para o combate das mesmas. Neste exato momento, há alguém utilizando alguma substância que ainda não foi descoberta.

A luta (difícil) contra o doping é diária. O problema é que os atletas estão sempre em vantagem. A revelação de um caso como o de Sharapova causa um abalo, mas, com certeza, não resultará no fim da tentativa de burlar o ideal de competição do esporte.

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