William West/AFP
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Austrália diz que Djokovic 'não é prisioneiro' e pode ir embora quando quiser

Tenista número 1 do mundo está detido desde quarta-feira após o cancelamento de seu visto

Redação, EFE

06 de janeiro de 2022 | 23h13

O tenista número 1 do mundo, o sérvio Novak Djokovic, está livre para deixar o hotel na cidade de Melbourne, onde está detido desde quarta-feira após o cancelamento de seu visto, para voltar sempre que quiser ao seu país de origem, disse nesta quinta-feira a Ministra do Interior da Austrália, Karen Andrews.

Djokovic, que chegou a Melbourne na quarta-feira à noite com uma suposta isenção médica que lhe permitiu defender seu título do Aberto da Austrália sem ser vacinado, está detido em um hotel administrado pelas autoridades de imigração, aguardando que a Justiça australiana trate na segunda-feira um recurso contra sua deportação.

"O Sr. Djokovic não está prisioneiro na Austrália porque ele está livre para partir a qualquer momento que decidir fazê-lo e a Força de Fronteira certamente irá facilitar isso", disse Andrews em uma entrevista à emissora pública australiana ABC.

O comentário foi feito depois que o Ministério das Relações Exteriores sérvio apresentou um protesto formal na quinta-feira ao embaixador australiano na Sérvia, Daniel Emery, pelo "tratamento indecente" que o tenista está recebendo em Melbourne.

De acordo com um comunicado do governo, a Sérvia espera que Emery faça um esforço pessoal para que Djokovic obtenha acomodação adequada para um atleta de sua categoria enquanto aguarda a decisão do tribunal.

A Ministra do Interior australiana também defendeu a decisão das autoridades de imigração que concederam ao sérvio de 34 anos um visto e posteriormente o revogaram, uma vez que foi determinado quando ele chegou ao país que ele não tinha provas suficientes para demonstrar que atende aos requisitos impostos na Austrália pela pandemia covid-19.

"É responsabilidade da pessoa garantir que tenha toda a documentação necessária para entrar na Austrália", disse Andrews. A disputa em torno das isenções médicas concedidas pela Federação de Tênis da Austrália e pelo governo regional de Victoria motivou o Executivo de Canberra a investigar autorizações semelhantes concedidas a pelo menos duas outras pessoas que participam do torneio em Melbourne, que será realizado entre 17 e 30 de janeiro.

A vacina é obrigatória para entrar na Austrália, mas há isenções temporárias para pessoas que têm "uma condição médica séria", que não podem ser vacinadas porque contraíram a covid-19 nos seis meses anteriores ou tiveram uma reação adversa ao medicamento, entre outros motivos.

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