Australian Open investe na tradição

Longe de ter o charme de Roland Garros, a veneração de Wimbledon ou a festa do US Open, o Aberto da Austrália é um torneio que investe na tradição para manter-se entre os mais importantes e, sem dúvida, dos mais organizadores torneios do planeta.Numa data em que nem todos os tenistas ainda ganharam ritmo de jogo, o Aberto da Austrália sempre foi uma oportunidade para se ganhar pontos e subir no ranking mundial. A competição existe de 1905 e esta será a 34ª edição da chamada "era aberta", que começou em 1969, abrindo as portas para a participação de tenistas profissionais, levando o torneio a ficar bem mais competitivo.Desde o início desta "era aberta" muita coisa mudou, especialmente a premiação. O campeão em 1969, o australiano Rod Laver, embolsou um cheque de US$ 5 mil para derrotar o espanhol Andres Gimeno na final. Quem vencer este ano vai ganhar US$ 700 mil. Marca ainda 200 pontos para o ranking da corrida dos campeões e outros mil para a lista de entradas.Há 15 anos, o Aberto da Austrália é jogado em Melbourne Park, em quadras de rebound ace, uma superfície meio emborrachada que, com o forte sol deste alto verão australiano, costuma exigir demais das articulações dos tenistas. São comuns as lesões de tornozelos e joelhos.Como é um Grand Slam, ninguém gosta de ficar fora do Aberto da Austrália. O Brasil aumentou bastante o seu número de participantes este ano. Com cinco tenistas na chave principal é o 8º país em número de jogadores, atrás da Espanha (com 15), França (13), Estados Unidos (13), Austrália (9), Argentina (8), República Checa (8) e Alemanha (7).Além de Gustavo Kuerten, que estréia na noite de domingo contra o francês Julien Boutter, o Brasil terá Fernando Meligeni diante de Michael Katrochvil (Suíça), André Sá contra Todd Martin (Estados Unidos), Flávio Saretta enfrentando Arnaud Clement (França) e Alexandre Simoni encarando Otta Fukarek (República Checa).

Agencia Estado,

12 de janeiro de 2002 | 14h38

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