Australianos com ar de superioridade

A Austrália não aceita qualquer favoritismo do Brasil e nem sequer pensa na possibilidade de ser eliminado neste confronto pelas quartas-de-final, em Florianópolis. Seus jogadores assumiram um certo ar de superidade na entrevista desta quinta-feira e usaram de ironias para se divertirem. Lleyton Hewitt, o mais controvertido dos tenistas do circuito profissional, estava risonho, mas brincalhão e falso em suas declarações. "Estou bem mais comportado ultimamente", garantiu o tenista ainda acostumado a vibrar exageradamente nas suas vitórias. "Sou muito emotivo, mas aprendi algumas lições e estou melhorando o meu jeito de ser na quadra." O tom de Hewitt seguiu ao responder de maneira óbvia de que até agora a torcida não o incomodou, mas não perdeu a chance de colocar um pouco de pimenta no molho ao comentar a possibilidade de seu país em eliminar o Brasil e fazer a festa em Florianópolis. "Estou bem tranqüilo, não tenho nada a reclamar do público, mas acho que posso adociçar um pouco mais minha vida, com uma vitória da Austrália, no domingo." Bem mais simpático, Patrick Rafter assumiu uma postura amistosa. Não quis entrar em polêmica nem mesmo quando o assunto foi a extrema lentidão da quadra. Preferiu não fazer críticas, nem comparar com outros pisos semelhantes em que já conquistou bons resultados, como no Aberto de Roma, finalista em 1999, e Roland Garros, semifinalista em 1997. "Na França as quadras são bem mais rápidas, enquanto em Roma um pouco mais lentas, mas tudo depende das condições do tempo", disse. "Se chove muito, normalmente ficam lentas como esta de Florianópolis." O capitão australiano John Fitzgerald também demonstrou muita confiança na possibilidade de garantir a classificação para as semifinais e revelou que pode ainda fazer alterações estratégicas no time até domingo. "Tenho uma equipe muito versátil e posso usar diferentes escalações."

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