Australianos esbanjam confiança

Com forte tradição na Copa Davis e uma história brilhante de 27 títulos, em 45 finais, nos seus 82 anos de disputa da competição, os australianos levam muito a sério este confronto diante do Brasil e seus jogadores não se mostraram nada intimidados, com Guga e cia. Dizem que vieram a Florianópolis para vencer e não dão o tão comentado favoritismo ao time brasileiro. "Acho que temos chances iguais", disse Patrick Rafter. "É 50% para cada país. No ano passado jogamos na grama e éramos os grandes favoritos, vencemos por 5 a 0, agora, estamos confiantes e podemos vencer".Este é espírito da equipe australiana que a partir de sexta-feira inicia a batalha por uma vaga nas semifinais do Grupo Mundial da Davis, diante do Brasil em melhor de cinco jogos, numa arena de saibro erguida para mais de 11 mil pessoas em Florianópolis. A torcida promete ferver e o clima de intensa emoção, certamente, vai marcar fortemente este confronto. Serão jogos para corações fortes, como deixou bem claro o mais raçudo e arrogante dos jogadores australianos, Lleyton Hewitt. "Gosto de jogar neste clima tenso", garantiu Hewitt. "Comemorar com os punhos cerrados, vibrar, sentir a torcida é esta a maneira que jogo o meu melhor tênis".Ninguém na Austrália dá-se por vencido antes da batalha. O auxiliar técnico australiano, Wally Masur, confessou que vencer Gustavo Kuerten em sua cidade, numa quadra de saibro, será uma tarefa difícil, mas não impossível. Comentou ainda que vê boas chances de seu país marcar pontos importantes e decisivos diante de Fernando Meligeni. "O Lleyton Hewitt pode vencer seu primeiro jogo", disse Masur, referindo-se ao encontro de sexta-feira entre Hewitt e Meligeni, enquanto Guga pega Rafter nesta primeira rodada. "Acho também que o Rafter tem chances de surpreender".

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