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Azarenka derruba Serena e encara Osaka na final do US Open

Bielo-russa acordou no segundo set e buscou a virada sobre a americana

Redação, Estadão Conteúdo

11 de setembro de 2020 | 01h02

O título do US Open ficará entre a japonesa Naomi Osaka e a bielo-russa Victoria Azarenka. Nesta quinta-feira, a primeira eliminou a surpreendente local Jennifer Brady, enquanto Azarenka despachou ninguém menos que Serena Williams. A final está marcada para as 17 horas (horário de Brasília) de sábado, em Nova York.

O jogo mais marcante do dia envolveu Azarenka e Serena, duas ex-líderes do ranking e donas de títulos de Grand Slam. A bielo-russa fez um fraco set inicial, que chegava a indicar que sofreria uma derrota arrasadora. No entanto, "acordou" na segunda parcial e buscou a virada na terceira, fechando o duelo por 2 sets a 1, com parciais de 1/6, 6/3 e 6/3, em 1h55min.

Com o resultado, Serena voltou a adiar o sonho de alcançar o recorde de títulos de Slam. Ela soma 23 e está a apenas um de igualar a australiana Margaret Court. Neste US Open, a oitava colocada do ranking era novamente uma das principais favoritas ao título. Mas, apesar das fortes performances nos últimos jogos, sucumbiu à demanda física imposta por Azarenka.

Para a bielo-russa, atual 27ª do mundo, o triunfo significa o retorno a bons resultados em torneios de maior peso. Ela não disputava uma final de Slam desde 2013, justamente no US Open. Em Nova York, ela tem dois vice-campeonatos - o outro aconteceu em 2012. Naqueles dois anos, em sua melhor fase, foi bicampeã do Aberto da Austrália.

Desde então, ela perdeu rendimento nas quadras por conta de questões pessoais e também se afastou temporariamente das quadras para ter seu primeiro filho. Agora terá pela frente, na final, Naomi Osaka. Curiosamente, as duas deveriam ter decidido o título do Torneio de Cincinnati, disputado uma semana antes do US Open. Mas a japonesa nem entrou em quadra e desistiu por questões físicas.

OSAKA SEGUE COMO FAVORITA 

Mais cedo, a tenista oriental fez valer seu favoritismo sobre Jennifer Brady, que vinha surpreendendo na chave feminina, com vitórias sobre favoritas, como a alemã Angelique Kerber - e ainda não havia perdido sets na competição. A japonesa, contudo, espantou a zebra, diante da 41ª do ranking e venceu por 2 sets a 1, com parciais de 7/6 (7/1), 3/6 e 6/3, em 2h08min.

Como vem fazendo em Nova York, a número nove do mundo mostrou precisão nos golpes. Foram 35 bolas vencedoras (o mesmo número da rival) e 17 erros não forçados, contra 25 da americana. Curiosamente, cada tenista obteve uma quebra de saque na partida.

Com o triunfo, Osaka vai disputar sua terceira final de Grand Slam na carreira. Nas duas anteriores, levantou o troféu, tanto no US Open de 2018 quanto no Aberto da Austrália de 2019.

"Eu considero Nova York a minha segunda casa", disse a tenista, que nasceu no Japão, mas se mudou ainda na infância para os EUA. "Eu amo a atmosfera deste lugar, mesmo sem os torcedores aqui. Parece que esta quadra se encaixa muito bem no meu tênis", declarou a ex-número 1 do mundo.

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