EFE
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Bellucci anuncia fim da parceria com o técnico André Sá

Ex-número 1 do Brasil explicou que a dupla decidiu encerrar o trabalho em conjunto por causa da distância. Bellucci mora nos EUA, enquanto Sá reside em Blumenau

Felipe Rosa Mendes, Estadão Conteúdo

05 Setembro 2018 | 16h18

Thomaz Bellucci anunciou nesta quarta-feira o fim da parceria com o técnico André Sá. O tenista, ex-número 1 do Brasil, explicou que a dupla decidiu encerrar o trabalho em conjunto por causa da distância. Bellucci passou a morar nos Estados Unidos no início deste ano, enquanto Sá reside em Blumenau (SC).

A parceria durou pouco mais de um ano. Os dois iniciaram a dobradinha em julho de 2017 de forma provisória, com Sá mantendo sua atuação como duplista e também treinador. Eles chegaram a jogar juntos em algumas competições. O acordo se tornou definitivo em setembro do mesmo ano.

"Foi muito bem ter o André ao meu lado durante todo esse tempo. Sempre admirei o André como pessoa e jogador e aprendi muito com ele. Mas, essa minha mudança de base para Bradenton e os outros compromissos do André, no longo prazo, acabaram dificultando estarmos juntos o tempo todo e nesse momento preciso de alguém que fique mais próximo de mim", disse Bellucci.

Quando a parceria teve início, ambos moravam no Brasil. Mas, em janeiro deste ano, Bellucci passou a residir em Bradenton, na Flórida, onde fixou a sua base. Nos Estados Unidos, contratou também o técnico espanhol German López. Mesmo assim, manteve o trabalho em conjunto com Sá, que começou a se concentrar totalmente neste trabalho ao se aposentar das quadras, em fevereiro deste ano.

Nestes nove meses de trabalho enquanto Bellucci tinha os Estados Unidos por base, Sá viajava com o pupilo pelos torneios na Europa e na América do Norte. Diante da queda de rendimento do tenista, passaram a frequentar torneios de menor importância, de nível challenger. O brasileiro, que já foi o 21º do ranking, ocupa apenas a 311ª posição atualmente.

Ao mesmo tempo, o técnico começou a atuar como consultor da Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em inglês), o que também teria contribuído para aumentar a distância entre mentor e pupilo. No cargo, Sá precisa frequentar torneios maiores e reuniões da entidade para fazer a intermediação entre as demandas dos tenistas e dos dirigentes.

"Foi a minha primeira experiência como treinador, com muitos desafios e eu fiquei fascinado. Acho que aumentou ainda mais o meu amor pelo tênis. Gostei muito da experiência e não descarto continuar nessa linha. Trabalhamos duro juntos, demos o nosso melhor e vou seguir na torcida pelo Thomaz", declarou Sá, sem revelar o seu futuro.

Com a decisão, Bellucci agora procurar por um novo treinador, apesar de manter o trabalho com o espanhol German López quando está em sua base. O brasileiro busca um técnico para acompanhá-los nas viagens pelo circuito. Nesta semana, sem a orientação de um treinador, ele disputa o Challenger de Gênova, na Itália.

 

 

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