Paulo Whitaker/Reuters - 14/09/2014
Paulo Whitaker/Reuters - 14/09/2014

Bellucci doma os seus demônios e aposta em amadurecimento

Depois de dar dois pontos ao Brasil na Davis, canhoto de Tietê quer usar confiança confiança conquistada no Ibirapuera no circuito

Alessandro Lucchetti, O Estado de S. Paulo

16 Setembro 2014 | 07h00

 Ao vencedor, as batatas. Ou melhor, carne com batatas, arroz e feijão. Esse foi o prêmio do herói da equipe brasileira na Copa Davis, Thomaz Bellucci, nesta segunda-feira. Depois de um fim de semana em que batalhou por sete horas para dar dois pontos ao Brasil, o tenista concedeu várias entrevistas em sua casa, em Alphaville. Só deu uma breve escapada à casa da namorada, que lhe preparou seu prato predileto.

“É um prato bem brasileiro. É esse que me dá mais saudades quando estou no exterior”, disse o canhoto de Tietê, meio cansado das entrevistas, mas satisfeito pelo interesse que conseguiu atrair para o seu esporte.

“A repercussão foi muito positiva. Não deu para eu descansar muito, mas isso é legal para o tênis. Precisamos receber essa atenção”, disse o 82.º do mundo. Nesta terça-feira Thomaz já volta aos treinos. Na quinta-feira, embarca à Europa, onde disputará três torneios de nível ATP e outros três de escalão inferior, os Challengers, aos quais ainda se sujeita por não ter uma posição das mais favoráveis no ranking. Na bagagem, Thomaz pretende levar a confiança reforçada por sua grande façanha na Copa Davis.

“Vitórias como essas sempre dão confiança. Esse é o momento mais marcante da minha carreira. Todo mundo sabe a importância de se bater uma Espanha na Davis”.

Aos 26 anos, Bellucci ainda acredita plenamente que seja possível amadurecer. “O tenista sul-americano demora mais para amadurecer mesmo. Hoje vejo o tênis de uma forma muito mais simples. É impossível jogar bem se a gente não estiver com a cabeça boa. Eu me vejo muito mais maduro agora”.

Isso não quer dizer que a irregularidade, velha conhecida de Bellucci, não o esteja assombrando. Ele chegou a estar perdendo o jogo de sexta-feira, contra Pablo Andújar, por 2 sets a 0. No domingo, estava atrás de Roberto Bautista Agut no placar do primeiro set por 4 a 1, antes de reagir em grande estilo, vencendo cinco games seguidos. “Sempre tem a questão da ansiedade. A diferença é que desta vez consegui administrar tudo isso com muita calma e tranquilidade. E a torcida ajudou muito também. Os espanhóis sentiram a torcida brasileira, deu para perceber isso em quadra”.

Outro aspecto deu mais força aos brasileiros, na opinião de Bellucci. O capitão João Zwetsch foi duramente criticado por ter escalado Rogério Dutra. “As críticas foram injustas. Se Rogerinho não tivesse vencido no Equador, não teríamos chegado ao play-off. Os ataques nos deram combustível”. 

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