Boris Becker comenta fim de parceria com Djokovic: 'Não estava treinando o suficiente'

Alemão afirma que o antigo número 1 do mundo está mais focado na família

O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2016 | 12h25

Em sua primeira entrevista após o fim da parceria com Novak Djokovic, Boris Becker confirmou que a relação entre os dois foi se desgastando ao longo dos três anos que trabalharam juntos. O treinador alemão também disse que o antigo número 1 do mundo "não estava treinando o suficiente".

"Não trabalhávamos da forma como queríamos porque ele tinha outras prioridades. Ele não treinou o suficiente nos últimos seis meses. Não passou tanto tempo na quadra quanto o necessário - e ele sabe disso", disse o polêmico Becker à Sky Sports. Apesar da crítica, o ex-tenista diz entender o atual momento de seu antigo comandado.

"Por ele ter cumprido seu sonho de ganhar Roland Garros e conquistado todos os Grand Slams seguidos - a primeira vez que algum homem o faz desde 1969 -, fez com que ele quisesse passar mais tempo com a família e perseguisse outros objetivos. O que é totalmente legítimo. Ele tem uma mulher e um filho e também precisa de tempo para isso", afirmou. "Tenista é provavelmente uma das profissões mais egoístas do esporte. Ele deixou tudo de lado por um tempo, mas não isso não poderia ser pra sempre."

Durante o período em que trabalharam juntos, Djokovic somou 25 títulos, sendo seis troféus de Grand Slam, 14 taças de Masters 1.000 e duas conquistas consecutivas do ATP Finals - torneio que reúne os oito melhores tenistas da temporada. Além disso, liderou o ranking da ATP e mostrou supremacia no circuito de tênis. No entanto, uma queda de rendimento no segundo semestre de 2016 fez o sérvio perder o posto de número 1 do mundo para o britânico Andy Murray.

"Talvez Novak precisasse destas derrotas para dar a volta por cima. Tenho certeza que ter perdido o número um do mundo para Andy Murray também o machucou".

 

Tudo o que sabemos sobre:
Novak DjokovicBoris Becker

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.