Brasil tenta se manter na Davis atuando como franco-atirador contra Alemanha

Sem nenhum jogador de simples entre os cem melhores do ranking, esperanças brasileiras atêm-se à dupla e à probabilidade de o instável Bellucci estar inspirado

Alessandro Lucchetti, O Estado de S. Paulo

13 de setembro de 2013 | 07h00

SÃO PAULO -A equipe brasileira disputa a partir desta sexta-feira a repescagem da Copa Davis de tênis, contra a Alemanha, sem alimentar grandes expectativas de vitória, mas confortável no papel de franco-atirador. A derrota apertadíssima para os Estados Unidos, em fevereiro, por 3 a 2, deu aos tenistas brasileiros motivos para acreditar em suas possibilidades, mesmo sem contar com nenhum jogador de simples ranqueado entre os cem melhores no ranking da ATP.

Rogério Dutra Silva, o Rogerinho, o 127º no ranking, abre o confronto contra Philipp Kohlschreiber (25º) na quadra dura e coberta da Ratiopharm Arena, em Neu-Ulm, na Baviera.

Em seguida, o instável Thomaz Bellucci (116º) enfrenta Florian Mayer (44º).

Se o Brasil conseguir uma vitória no primeiro dia, pode embalar no sábado, caso consiga uma vitória nas duplas, em que conta com os mineiros Bruno Soares (4º entre os duplistas) e Marcelo Melo (11º).

“Nossas chances são boas. É claro que a Alemanha vem num momento melhor, e no papel eles têm ranking melhor. Mas mais uma vez vamos correr atrás, e já provamos que podemos fazer bons jogos”, disse Bruno, vice-campeão do Aberto dos Estados Unidos ao lado do austríaco Alexander Peya, em entrevista por telefone.

Marcelo Melo, que alcançou a semifinal em Nova York, não descarta nem uma vitória de Rogerinho, que disputou o qualificatório do Aberto dos EUA e conseguiu chegar à segunda rodada.

“Acho que ele tem que usar essa confiança aqui, apesar de ser uma competição bem diferente. Ele vem com boas vitorias de lá, com certeza vai ajudar”, afirmou Marcelo.

Diplomático, Kohlschreiber elogiou Bellucci. “Ele tem muita qualidade, embora seu ranking tenha caído um pouco neste ano”.

Bruno, filho de um engenheiro que trabalhou para a Mendes Júnior, começou a jogar em Bagdá, aos cinco anos de idade. Ele elogia a dupla alemã. “A dupla deles é muito perigosa. Daniel Brands é muito alto e saca forte, e Martin Emmrich é especialista em duplas (35º do mundo)”.

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