Brasil torce para jogar em casa na Davis

O tênis brasileiro vai ter um primeiro passo relativamente tranqüilo no seu caminho de volta ao Grupo Mundial da Copa Davis. O sorteio das chaves, realizado nesta quinta-feira, em Londres, apontou como adversário do Brasil, de 9 a 11 de abril de 2004, o vencedor de Venezuela e Paraguai, confronto que se realizará de 6 a 8 de fevereiro do próximo ano.Para o presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), Nelson Nastás, também integrante do Comitê da Copa Davis, e que, por isso, acompanhou o sorteio desta quinta-feira em Londres, o interesse é jogar em casa. "Vamos torcer agora para o Paraguai ganhar da Venezuela, pois acho que jogar em casa seria uma grande vantagem".Tanto a Venezuela como o Paraguai não são times assustadores, como poderia ser no caso do Chile. A torcida agora é para jogar em casa, o que aconteceria se o Brasil tiver de enfrentar os paraguaios, conforme resultado de um outro sorteio realizado em Londres. Contra a Venezuela, os jogos serão fora, pois o último encontro, em 1996, foi disputado em Santos, e agora o privilégio se inverte.No caso de o Brasil passar pela Venezuela ou Chile, teria ainda de disputar um outro confronto de 24 a 26 de setembro, já valendo vaga para o Grupo Mundial de 2005. Mas o adversário só será conhecido em maio, quando for realizado um novo sorteio, que envolverá as equipes perdedoras da primeira rodada da chave do Mundial - a ser jogada de 6 a 8 de fevereiro - e outros times que se classificarem para o playoff.Na chave do Grupo Mundial, a Austrália, mais uma vez, vai jogar em casa, provavelmente em quadra de grama, diante da Suécia. Os Estados Unidos recebem a Áustria, a Rússia vai a vizinha Bielo-Rússia, os argentinos viajam para o Marrocos, a Romênia recebe a Suíça, a Croácia joga na França, o Canadá vai à Holanda e a Espanha vai ter uma perigosa primeira rodada, tendo de jogar na República Checa.Destes encontros de primeira rodada - 6 a 8 de fevereiro do próximo ano - pode estar o adversário do Brasil no playoff, caso, é claro, a equipe brasileira passe pela Venezuela ou Paraguai, o que é bastante provável, como acredita o técnico e capitão Ricardo Acioly. "Acho que a chave é boa para o Brasil", definiu Acioly. "Tanto a Venezuela, com José Armas, como o Paraguai, com Ramon Delgado, não têm jogadores tão bem colocados no ranking mundial, como nós." Vale lembrar que o Canadá rebaixou o Brasil e a exemplo dos futuros rivais brasileiros não tinha jogadores em ascensão na lista mundial.Nos outros jogos do zonal americano - Grupo I - onde está o Brasil, o Chile enfrenta o Peru e quem vencer pega o Equador, que também saiu uma rodada à frente, por ser cabeça-de-chave.

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