Briga na Justiça desarticula o tênis

"Estou chateado, vou pensar, não sei, vou ver como fica essa situação para ver se me candidato à reeleição à Confederação Brasileira de Tênis. Toda essa discussão na Justiça não interessa nada ao esporte", dizia ontem o presidente da CBT, Nelson Nastás. O dirigente enfrenta forte oposição, encabeçada pela Federação Catarinense, cujo presidente é Jorge Rosa.A Federação Catarinense entrou na Justiça pedindo para a CBT mostrar suas contas. Era para ter ocorrido na quarta-feira passada, no Esporte Clube Sírio, mas Nastás marcou uma assembléia extraordinária e uma ordinária para o mesmo dia. Depois de uma guerra de liminares, a oposição conseguiu que só a extraordinária ocorresse e foi formada uma comissão para elaborar novo estatuto da entidade, que deve ser apresentado dia 12 de janeiro, em Brasília. E só depois as contas poderão, enfim, ser mostradas.O mandato de Nastás termina em dezembro de 2004 e ele tem 180 dias, antes de vencer o mandato, para marcar novo pleito. Nastás foi eleito para a Federação Internacional este ano e tem mandato até 2005. Mas como dirigente da entidade nacional enfrenta acusações de irregularidades. A Federação Catarinense cobra uma dívida de R$ 147 mil, que Nastás contesta e diz que já foi paga.Nastás diz que a formação dessa comissão já estava prevista para a assembléia de quarta-feira. "Não estou inadimplentes, é tudo interesse político", diz.

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