Cansada, Sharapova considera um tempo fora das quadras

Russa diz estar desgastada pelas viagens e anunciou que não pretende disputar o próximo torneio, em Miami

MARK LAM, REUTERS

22 de março de 2008 | 13h36

Exausta, Maria Sharapova afirmou que pode passar um tempo longe do tênis, depois de ser batida por 6-3, 5-7 e 6-2 pela compatriota russa Svetlana Kuznetsova na semifinal do Torneio de Indian Wells na última sexta-feira. Neste sábado ela anunciou que não disputará o Torneio de Miami, que começa na semana que vem, alegando uma contusão no ombro.A atual campeã do Aberto da Austrália já tinha feito uma pausa no começo deste mês após se dar conta de que havia percorrido quase 50.000 milhas em seus deslocamentos desde o início do ano, e deu a entender que pode não jogar o Torneio de Miami, que começa na próxima semana. "Eu estou jogando muito, voando muito", disse a atleta de 20 anos a jornalistas, depois de sua série invicta de 18 jogos nesta temporada ser interrompida por Kuznetsova. "Tenho jogado sem parada todos os torneios desde o começo da carreira, e a Fed Cup também. É preciso dar um descanso para seu corpo e sua mente", acrescentou "Você sente que toda vez tem de entrar em quadra e dispor de um monte de energia e emoção, e às vezes você não consegue fazer isso em todos os jogos." Sharapova vôou para Israel para disputar a Fed Cup imediatamente depois de conquistar o Aberto da Austrália. Depois de um pequeno descanso, ela viajou para Doha, onde conquistou o 18o título profissional, antes de ter que desistir de jogar em Dubai, três semanas atrás, em razão de uma virose. Questionada sobre planejar uma parada, a russa número cinco do ranking mundial respondeu com um sorriso: "Eu não sei, talvez na semana que vem". "Eu vou jogar por instinto. Meu corpo está meio dolorido. Só quero ser inteligente nas decisões que tomarei e elas vão ser tomadas após uma boa noite de descanso", disse. "Neste ponto do ano, eu realmente não posso me pressionar dizendo: 'Você tem que resistir e jogar na semana que vem'. Se eu não estiver pronta, então não estarei pronta. Ninguém vai me forçar a resistir e jogar... Aos 20 anos, tenho que me impor e tomar decisões maduras sobre o que vai me ajudar na minha carreira."

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