Alejandro Pagni/AFP
Alejandro Pagni/AFP

Capitão do Brasil crê que Argentina mudará escalação na Davis

João Zwetsch acredita em Delbonis ou Schwartzman pelos rivais

RODRIGO CAVALHEIRO - Correspondente em Buenos Aires, O Estado de S. Paulo

07 Março 2015 | 18h33

Precisando de apenas mais uma vitória para se garantir nas quartas de final da Copa Davis, o Brasil tentará obter tal feito com João Souza, que está previsto para encarar, o argentino Leonardo Mayer, e com Thomaz Bellucci, programado para duelar com Carlos Berlocq, neste domingo. O capitão brasileiro, João Zwetsch, acredita, porém, que Berlocq não entrará, em quadra, sendo substituído por Federico Delbonis ou até mesmo por Diego Schwartzman.

"Devemos estar mais focados no nosso jogo, mas há uma chance grande de que Delbonis jogue. O time dele tem essa característica, de ter quatro jogadores que podem jogar simples e duplas", disse o capitão brasileiro, lembrando que Berlocq já entrou em quadra em dois duelos nesta rodada da Davis, sendo derrotado por João Souza, na sexta-feira, em simples, e por Marcelo Melo e Bruno Soares no jogo de duplas deste sábado. E ele brincou com o mistério sobre o possível quinto jogo, ao dizer que Melo está pressionando para jogar no lugar de Belucci.

A previsão para este domingo é de temperatura máxima de 31ºC em Buenos Aires. O vencedor do confronto pega em julho nas quartas de final a Sérvia, de Novak Djokovic, que superou a Croácia por 3 a 0. Quem perder passará pela repescagem, em setembro, para tentar ficar na elite da Cioa Davis.

Neste sábado, Melo e Soares bateram Berlocq e Schwartzman por 3 a 0. Essa foi a oitava consecutiva da dupla na Davis - são nove vitórias em dez jogos. A única derrota foi em setembro de 2010, quando perderam para o indianos Mahesh Bhupathi e Leander Paes.

Assim, os torcedores argentinos recolheram os cartazes com a inscrição 7 x 1, em referência ao triunfo da seleção alemã por 7 a 1 sobre o Brasil nas semifinais da Copa do Mundo de 2014, e deixaram as arquibancadas sob provocações. "Tem o peso da rivalidade, Brasil e Argentina. Davis é uma guerra no bom sentido, é preciso estar focado", afirmou Soares, satisfeito com o triunfo.

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