CBT apresenta modelo a Picciani e fica perto de acordo para gerir Centro Olímpico

Ministro se mostra satisfeito com a proposta

Felipe Rosa Mendes, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2017 | 19h14

A Confederação Brasileira de Tênis (CBT) deu passo importante nesta terça-feira para chegar a um acordo com o Ministério do Esporte com a meta de assumir a gestão do Centro Olímpico de Tênis, no Rio de Janeiro. Em reunião com o ministro Leonardo Picciani, em Florianópolis, a entidade apresentou modelo de gestão a ser aplicado no Centro. Picciani fez elogios e indicou avanços na negociação.

Pelo modelo apresentado, a CBT cuidaria de toda a gestão do Centro Olímpico, do tênis de base ao alto rendimento, incluindo projetos sociais. A meta é reproduzir no Rio de Janeiro o modelo que a Federação Catarinense de Tênis (FCT) tem implementado em Florianópolis nos últimos anos. A entidade estadual era presidida por Rafael Westrupp, que se tornou presidente da CBT no início do ano.

"O modelo da FCT/CBT aqui em Florianópolis, com cinco quadras, aulas sociais, alto rendimento, toda parte educacional, com salas de aulas para o contra turno escolar, reforço para as crianças que participam desse projeto social, é um modelo que queremos levar ao Rio de Janeiro", disse Westrupp, após a reunião realizada na sede que a CBT passou a dividir com a Federação Catarinense, em Florianópolis, neste ano.

O ministro Leonardo Picciani disse ter ficado satisfeito com o modelo. "É um exemplo não só para o tênis como para as outras modalidades, pois a CBT consegue atender todas as pontas do esporte, desde o alto rendimento até os projetos sociais e de cadeirantes", declarou.

O encontro foi mais um passo na negociação entre CBT e Ministério do Esporte para a gestão do Centro Olímpico, um dos legados dos Jogos do Rio-2016. Westrupp e Picciani iniciaram a conversa sobre o acordo no começo do ano e, no fim de abril, tiveram novo encontro para discutir o tema. O Ministério do Esporte assumiu toda a gestão do Parque Olímpico em dezembro, depois que licitação feita pela Prefeitura do Rio de Janeiro não teve sucesso.

A CBT busca um acordo com o governo federal porque não tem recursos suficientes para assumir os custos de manutenção do Centro Olímpico, estimados em R$ 4 milhões por ano. Desde o fim do ano passado, a entidade vem cortando gastos por causa da redução de 78% do patrocínio dos Correios. Pelo novo contrato com a estatal, a CBT passou a receber R$ 2 milhões por ano, bem abaixo dos R$ 9 milhões do vínculo anterior.

No novo encontro com o ministro, o presidente da CBT reiterou que, se chegar a um acordo para a gestão, poderá ceder o local para outras modalidades esportivas. "Somos a favor do centro multiuso, damos o total apoio à CBV, por exemplo, que vai sediar etapa do Circuito Mundial de vôlei de praia no próximo fim de semana, pois não é conflitante. São modelos a nível mundial que temos como exemplos e de responsabilidade de uso", afirmou Westrupp.

Ele confirmou que uma das metas da CBT é levar o Rio Open para o Centro Olímpico. Atualmente o maior torneio de tênis da América do Sul é disputado no Jockey Club. "O Rio tem um apelo muito grande pelo ATP 500 que promove, onde entendemos que tem que fazer parte desse projeto e acontecer dentro do centro olímpico, mas vamos estudar em parceria com o Ministério". O diretor do Rio Open, Luiz Fernando Carvalho, já demonstrou simpatia pela proposta, em entrevista ao Estado de S. Paulo em fevereiro.

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