CBT não comenta investigação policial

A situação da Confederação Brasileira de Tênis é tão crítica que a entidade passou nesta quarta-feira por uma investigação, como se fosse um reduto de bandidos, falsificadores ou estelionatários. O delegado João Renato Weselowski, do 27º DP, cumprindo um mandato expedido pelo Dipo (Departamento de Inquéritos e Polícia Judiciária da Capital), fez uma busca e apreensão de documentos na sede da CBT, na avenida Paulista."Os policiais chegaram discretamente e até estranharam tanta repercussão, pois afirmaram que costumam agir de forma sigilosa", disse o vice-presidente da entidade, Carlos Alberto Martelotti, que acompanhou toda a ação. "Tiraram cópias de atas, apreenderam alguns documentos e fizeram back ups dos computadores."O presidente da CBT, Nelson Nastás, não estava na sede da entidade e não se pronunciou a respeito da atual situação. Martelotti, por sua vez, deixou claro que caberia apenas ao presidente fazer esclarecimentos.A investigação na CBT partiu do grupo de oposição, liderado pela Federação Catarinense de Tênis, cujo presidente, Jorge Lacerda Rosa, fez uma denúncia-crime pedindo averiguação de documentos, por crimes de falsidade ideológica, estelionato, uso de documento falso e formação de quadrilha. Os acusados, segundo a denúncia, são o presidente da CBT, Nelson Nastás, o vice-presidente jurídico, Antônio Jurado Luque, e o contador da entidade, Theo Ferreira de Carvalho.Ainda segundo a denúncia, houve simulação de assembléias, falsificação de atas, além de se alterar, ou não apresentar, documentos contábeis.

Agencia Estado,

10 de março de 2004 | 17h05

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.