Leonardo Banassatto/Reuters
Leonardo Banassatto/Reuters

Chileno comemora vice no Brasil Open e exalta novo status no circuito da ATP

Nicolas Jarry surpreende ao chegar na decisão do torneio, vencido pelo italiano Fabio Fognini

Felipe Rosa Mendes, O Estado de S.Paulo

04 Março 2018 | 18h14

Apesar da derrota na final do Brasil Open, o chileno Nicolas Jarry deixa São Paulo satisfeito com o seu rendimento na gira sul-americana de saibro e com o novo status que terá no circuito após sua primeira decisão de nível ATP da carreira. No Ginásio do Ibirapuera, ele foi derrotado pelo italiano Fabio Fognini por 2 sets a 1, com parciais de 6/1, 1/6 e 6/4.

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Antes da decisão em São Paulo, ele foi semifinalista do Rio Open. E foi até as quartas de final em Quito antes da boa campanha na capital fluminense. Trata-se de grande sequência porque Jarry faturou sua primeira vitória de nível ATP somente em janeiro, em Pune, na Índia. Ele começou o ano na 113ª colocação e deve aparecer no ranking desta segunda-feira na 61ª.

"Estes resultados vão mudar 100% na minha carreira. agora vou estar jogando contra estes jogadores, de primeiro nível, pelo resto do ano. Mas meu objetivo será continuar lutando, me manter bem fisicamente porque jogar no nível mais alto causa um desgaste maior", declarou o chileno, que tenta seguir os passos dos seus compatriotas Marcelo Ríos, Nicolas Massú e Fernando González.

O desgaste já virou preocupação para Jarry porque ele sentiu na pele, nesta semana, o resultado de uma série longa de jogos, algo incomum em sua carreira neste nível. Ao longo da semana, reclamou de dores no glúteo. E, na final deste domingo, recebeu atendimento médico por conta de um incômodo na perna direita.

"Foi algo que senti hoje, infelizmente aconteceu. Mas vinha trabalhando muito bem. São coisas do jogo. Fiz o melhor que podia", ponderou o tenista, que chegou à final após nove horas em quadra em sua trajetória até a final - Fognini teve caminho mais tranquilo, com apenas três horas em quadra até a decisão.

"Eu sou um pouco mais jovem, posso me recuperar bem. Mas no futuro preciso ter mais atenção a isso. Com a altura que tenho, tenho vantagem de ter um bom serviço, devolvo com mais força, mas também tenho a desvantagem do maior desgaste. Tenho que tentar evitar isso para os próximos torneios. Aqui no Brasil Open joguei todas as partidas como se fosse uma final, lutando muito em todos os jogos. Não me dando por vencido em nenhum ponto", disse o tenista de 1,98m de altura.

Para a sequência da temporada, o chileno admitiu que precisa se aperfeiçoar em alguns fundamentos, mas evitou apontar seus pontos fracos. "Quero seguir lutando, competindo como venho fazendo. Sei que preciso melhorar muito em muitos aspectos. Mas estou feliz por estar competindo em alto nível, de igual para igual. Agora tenho que melhorar e fazer alguns ajustes", projetou.

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