Cincinnati abre portas para surpresas

Principal preparatório para o US Open, o quarto e último Grand Slam da temporada de 2001, o Masters Series de Cincinnati abriu as portas para muitas surpresas. Nesta semana e também na passada, em Motreal, a eliminação precoce de astros como Andre Agassi e Pete Sampras deu espaço ao aparecimento de novos nomes como James Blake, Andy Roddick ou mesmo o espanhol Alberto Martin, que mesmo sem saber jogar nas rápidas eliminou Sampras, três vezes campeão em Cincinnati. A mudança de piso coloca em evidência nomes que não costumam brilhar muito no primeiro semestre, dominado pelo saibro. Jogadores universitários norte-americanos, como James Blake começam a conquistar resultados brilhantes. Outros como Andy Roddick já se candidatam como futuros astros, enquanto os leões do saque, como Greg Rusedski ou a "besta" Max Mirnyi ganham fôlego para derrubar adversários tecnicamente superiores. Como se não bastasse a incrível performance de um certo grupo de jogares nas rápidas, outros fatos deixam em aberto e cada vez mais com difíceis prognósticos para o US Open. Em Cincinnati, Agassi caiu na estréia para um tenista de quadras lentas, como Gaston Gaudio. Pete Sampras perdeu na segunda rodada para o espanhol Alberto Martin. Juan Carlos Ferrero ainda desliza nesta nova superfície e perdeu para Hicham Arazi, enquanto Marat Safin vive seu calvário, molestado por uma série de contusões. Neste cenário ninguém é louco de colocar todas suas fichas em grandes astros. Agassi este ano faturou alto, com títulos magnificos: Aberto da Austrália, Indian Wells e Ericsson Open - todos em superfícies rápidas. Levou ainda o troféu de Los Angeles, numa melancólica final diante de Sampras. Agora, fica a dúvida: será que ainda tem combustível para queimar, diante de um início de ano tão veloz e com jovens ameaças pela frente. Seis anos seguidos como número 1 do mundo, Sampras causa preocupação até. Na sua primeira partida em Cincinnati, depois de vencer Nicolas Lapentti em dois sets, mal se aguentava em pé. Debruçou-se sobre a rede em busca de apoio na hora do cumprimento. E, logo a seguir, não resistiu as trocas de bolas com o apenas razoável Alberto Martin. A dupla Agassi e Sampras vai precisar, sem dúvida, de uma recuperação inacreditável para chegar as finais do US Open. Mas se não dá para apostar, também não dá para duvidar. Agassi parece Fenix e ressurge das cinzas, enquanto Sampras sempre foi muito bom na arte de representar. Será que não está se poupando para o melhor?

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