Montagem Estadão
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Com 40 títulos em 49 Grand Slams, trio domina o circuito de tênis

Federer, Nadal e Djokovic falharam apenas nove vezes desde 2005

Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

03 Fevereiro 2017 | 07h00

Andy Murray é o atual número 1 do ranking da ATP e, nos últimos anos, sem dúvida, se tornou um intruso no mundo dominado por Novak Djokovic, Rafael Nadal e Roger Federer. Mas o britânico de 29 anos ainda está um passo atrás dos rivais. Com o título do Aberto da Austrália contabilizado por Federer no domingo, os três tenistas alcançaram 40 conquistas nos últimos 49 Grand Slams.

Murray soma três títulos nos principais torneios do circuito profissional desde 2005, sendo campeão duas vezes em Wimbledon e uma vez no US Open. O britânico tem o mesmo número de troféus do suíço Stan Wawrinka, atual terceiro do ranking, que faturou pelo menos um Grand Slam nas três últimas temporadas: Aberto da Austrália (2014), Roland Garros (2015) e US Open (2016).

A lista de tenistas que conseguiram desbancar o temido trio tem ainda o russo Marat Safin, que ganhou o Aberto da Austrália em 2005, o argentino Juan Martín Del Potro e o croata Marin Cilic, campeões no US Open em 2009 e 2014, respectivamente.

Com o título em Melbourne, onde bateu Nadal na final, Federer, que subiu de 17.º para 10.º na ATP, alcançou 14 títulos de Grand Slam nas últimas 13 temporadas, igualando o número de conquistas do espanhol, atualmente o sexto do ranking, no mesmo período. O suíço é o recordista de todos os tempos neste quesito, com 18 taças. 

Após abrir mão da temporada de 2016 em julho para se recuperar totalmente de cirurgia no joelho esquerdo, o troféu no primeiro Grand Slam do ano animou o tenista de 35 anos. “Ainda tenho muito tênis em mim”, avisou Federer, que não levantava uma taça de Grand Slam desde 2012, quando conquistou Wimbledon. Aliás, o suíço, que definiu o título no Aberto da Austrália como surpreendente, projeta estar no auge para ser campeão pela oitava vez na grama do All England Club. “Sei que em Wimbledon eu tenho uma chance maior.”

Número 2 da ATP, Novak Djokovic aproveitou o período de irregularidade de Nadal e Federer nos últimos anos – o espanhol, assim como o suíço, sofreu com problemas de lesão e questões físicas –, para dominar o circuito profissional e ampliar para 12 os seus títulos em Grand Slams. Para o sérvio, o jogo entre Federer e Nadal na final do Aberto da Austrália “foi ótimo para o tênis sob qualquer ponto de vista.” Djokovic ainda acrescentou: “Foi um melhores momentos do ano esportivo e foi além do tênis, uma vez que está é uma das maiores rivalidades de todos os tempos.”

O título de Federer não surpreendeu Djokovic. “Você sempre pode esperar que ele jogue em altíssimo nível se estiver em forma”, comentou o sérvio, que elogiou também o desempenho de Nadal. “Ele jogou muito bem e ambos mostraram por que são grandes campeões.”

A possibilidade de disputar uma final também convenceu Nadal de que pode continuar se exigindo em alto nível por algum tempo. O espanhol não chegava em uma final de Grand Slam desde 2014 e agora já almeja conquistar o décimo título em Roland Garros.

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