Com corte de 76%, Correios renovam com CBT e devem manter apoio à CBDA

Empresa havia anunciado redução no investimento em esportes olímpicos

Demétrio Vecchioli, Estadão Conteúdo

01 de dezembro de 2016 | 18h56

Apesar do corte radical no investimento em modalidades olímpicas, os Correios vão manter o patrocínio à Confederação Brasileira de Tênis (CBT) e devem também renovar contrato com a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), entidade que patrocinam desde 1981.

Um novo contrato com a CBT foi assinado na última terça-feira, aguardando apenas a publicação no Diário Oficial da União para se tornar oficial. Pelo novo acordo, o tênis brasileiro vai receber 76% a menos, ao ano, do que recebia no vínculo anterior, que valeu de 2014 a 2016.

Se até este ano o Correios pagou R$ 5,7 milhões ao ano à CBT, a partir do ano que vem esse investimento vai se reduzir a apenas R$ 1,3 milhões, aproximadamente. Essa queda na arrecadação deve refletir no apoio dado a tenistas em início de carreira para que ganhem experiência em torneios no exterior, dificultando o acesso ao circuito mundial.

Já o contrato com a CBDA venceu na última quarta-feira e deverá ser renovado nos próximos dias. As duas partes já se entendem com relação aos valores, que devem ser reduzidos em cerca de 50%, ainda que os Correios não comentem.

As negociações chegaram a ser suspensas depois que a Justiça determinou o afastamento do presidente Coaracy Nunes e de outros quatro dirigentes da entidade. "Entretanto, conforme decisão judicial, os dirigentes retornaram suas posições e a negociação foi retomada", explicaram os Correios.

A incerteza sobre a continuidade do patrocínio fez a CBDA anunciar que levaria somente oito atletas da natação ao Mundial de Esportes Aquáticos do ano que vem, em Budapeste (Hungria). Caso o contrato seja renovado, o número de vagas deve aumentar.

A última confederação olímpica a ter seu contrato renovado deverá ser a de handebol, a CBHb. O vínculo ainda está em vigor e os novos valores estão ainda sendo discutidos. Já se sabe que haverá uma redução drástica no investimento, porém.

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