Toru Hanai/Reuters
Toru Hanai/Reuters

Com dores, Djokovic não descarta se afastar novamente para tratamento

Ex-número 1 do mundo sentiu dores no cotovelo direito durante derrota para o sul-coreano Hyeon Chung

Estadão Conteúdo

22 Janeiro 2018 | 14h38

O sérvio Novak Djokovic manteve em aberto o seu futuro na temporada após a derrota para o sul-coreano Hyeon Chung, pelas oitavas de final do Aberto da Austrália, nesta segunda-feira. O ex-número 1 do mundo sentiu dores no cotovelo direito ao longo da partida e até recebeu atendimento médico em quadra.

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O atleta havia se afastado do circuito no ano passado, após ser eliminado em Wimbledon, por conta do problema no cotovelo. Ao todo, ficou seis meses longe das quadras para o tratamento. No início deste ano, desistiu de competições por não se sentir totalmente recuperado fisicamente. E, logo em seu primeiro torneio, voltou a reclamar de dores.

"Meu físico não está ótimo, infelizmente. Lá pelo fim do primeiro set começou a doer mais. Então, sim, tive que lidar com esta dor até o fim da partida", disse Djokovic, após ser derrotado por 3 sets a 0. "É frustrante, claro, ter um tempo para recuperação e não se curar totalmente. Deve haver alguma razão para isso. Estou apenas tentando dar o meu melhor porque eu amo esse esporte."

Ao ser questionado sobre um novo período de afastamento para tratamento, Djokovic se esquivou de falar sobre o seu futuro. "Eu realmente não sei o que vou fazer agora. Tenho que conversar com a minha equipe, com meus treinadores, com os médicos, para ver como está a situação. Nas últimas semanas, eu joguei bastante e é preciso ver o que está acontecendo lá dentro [do cotovelo]", declarou.

Apesar das dores, o sérvio evitou tirar os méritos do rival nesta segunda. "Parabéns ao Chung e a sua equipe. Ele teve uma performance incrível. Foi o melhor jogador em quadra hoje, com certeza. Mereceu a vitória", disse o sérvio, que foi dominado pelo sul-coreano, atual 58º do mundo, ao longo dos três sets.

"Toda vez que ele se via em situação ruim, vinha com algum golpe inacreditável, umas passadas, mesmo do fundo de quadra. Ele era como uma parede. Foi impressionante. Desejo a ele o melhor", declarou Djokovic, 14ºdo ranking.

ESTRELA EM ASCENSÃO

Uma das promessas da nova geração, Chung obteve a maior vitória de sua carreira até agora, ao superar Djokovic. Aos 21 anos, começou a se destacar no ano passado, principalmente após se sagrar campeão na primeira edição do Torneio NextGen, em Milão. Nesta segunda, garantiu vaga nas quartas de final de um Grand Slam pela primeira vez na carreira.

Após superar o sérvio, Chung revelou ser fã do agora rival. "Quando eu era mais jovem, eu tentava copiar tudo o que Novak fazia porque ele é o meu ídolo", disse o sul-coreano, ainda tímido após o grande triunfo. "Eu não consigo acreditar no que aconteceu nesta noite. Sonhos se tornaram realidade nesta noite [manhã desta segunda pelo horário de Brasília]", declarou.

Chung se destaca em quadra também pelo fato de usar óculos, algo incomum no circuito. Curiosamente, foi justamente o problema na visão - estigmatismo - que o levou para o tênis. Quando era criança, um médico indicou a modalidade por facilitar a sua visão ao acompanhar a trajetória da bolinha de cor chamativa durante os jogos.

Na época, o pai de Chung já praticava o esporte, o que facilitou sua entrada na modalidade. Anos depois o jovem tenista se tornaria o primeiro sul-coreano a alcançar a fase de quartas de final de um Grand Slam.

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