Ben Stansall/AFP
Ben Stansall/AFP

Com final coincidindo com Copa, Wimbledon começa com Federer buscando 9º troféu

Suíço inicia trajetória para defender o título do tradicional Grand Slam

Felipe Rosa Mendes, Estadão Conteúdo

01 Julho 2018 | 20h06

O dia 15 de julho é aguardado por muitos torcedores. É a data da final da Copa do Mundo na Rússia. Mas também será um grande dia para os fãs de tênis. A organização de Wimbledon agendou para o mesmo dia a decisão masculina, a mais badalada do torneio. Apenas duas horas vão separar os dois jogos decisivos. Será, portanto, sob a sombra do Mundial que o terceiro Grand Slam do ano terá início nesta segunda-feira.

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A grande estrela na grama londrina será mais uma vez Roger Federer, que terá um olho na Rússia para torcer por sua Suíça, viva nas oitavas de final. Ele sonha em estender o seu recorde de títulos em Wimbledon para nove.

Como fez no ano passado, o atual campeão desistiu da temporada de saibro para se concentrar no seu maior objetivo de 2018: faturar o bicampeonato em Londres. "O grande objetivo da temporada é ser campeão em Wimbledon. Para isso, é importante estar mentalmente forte, em boas condições físicas e, claro, estar confiante", disse o número 2 do mundo.

Para tanto, Roger Federer terá como desafio o embalado líder do ranking da ATP. O espanhol Rafael Nadal decepcionou em suas últimas participações no Grand Slam britânico. Mas terá a seu favor, desta vez, uma chave mais favorável. Sem falar da confiança conquistada com o 11.º troféu em Roland Garros, em Paris, há menos de um mês.

Por fora, corre o sérvio Novak Djokovic. Depois de boas atuações em Paris, ele foi vice-campeão na grama de Queen's, há uma semana. E pode ir mais longe do que em Roland Garros. Campeão sobre o sérvio na competição inglesa, o croata Marin Cilic terá outra oportunidade de fazer bonito em Londres. Ele cresceu desde o vice de 2017 e o vice do Aberto da Austrália, em janeiro deste ano.

O escocês Andy Murray, cujo retorno era esperado pela torcida britânica, desistiu de última hora. Já o suíço Stan Wawrinka é uma incógnita porque ainda tenta recuperar sua melhor forma física e técnica.

Na chave feminina, a dinamarquesa Caroline Wozniacki e a checa Petra Kvitova concentram as atenções. A número 2 do mundo foi campeã na Austrália em janeiro e brilhou pouco no saibro, mas foi campeã em Eastbourne, na grama, no final de semana. Kvitova é a tenista mais regular da temporada, com maior número de títulos (5) e vitórias (38). E tem no currículo dois troféus de Wimbledon.

A romena Simona Halep, atual líder do ranking, a espanhola Garbiñe Muguruza e Serena Williams vêm logo abaixo entre as mais cotadas. A norte-americana, sem consistência em Paris, terá a chance de mostrar mais do que em Roland Garros por jogar em um piso que lhe é mais favorável.

BRASILEIROS

Pela primeira vez desde 2014, o Brasil não terá representantes na chave de simples, tanto no masculino quanto no feminino. Será a sexta edição, desde 1990, em que o País ficará sem tenistas nestas chaves - as outras foram 2007, 1996, 1995 e 1993.

O torneio vem se tornando nos últimos anos o Grand Slam de menor participação brasileira. Para efeito de comparação, o país teve tenistas em todas as edições de Roland Garros neste mesmo período. No US Open, só faltou brasileiro em 2007 e, no Aberto da Austrália, houve ausência em 2008, 2007 e 1990 - a competição em Melbourne, pela distância, costuma ser a mais cara para os tenistas tupiniquins.

Para a edição deste ano, somente Thiago Monteiro e Guilherme Clezar se inscreveram no qualifying. E foram batidos logo na estreia. Rogério Dutra Silva não se interessou e Thomaz Bellucci não tinha ranking suficiente para entrar no quali. No feminino, Beatriz Haddad Maia ainda se recupera de cirurgia nas costas.

Como vem acontecendo nos últimos anos, a aposta brasileira será nas duplas. Marcelo Melo defende o título com o polonês Lukasz Kubot sem o mesmo ritmo do ano passado. Eles venceram um dos torneios preparatórios. Mas, em 2017, haviam vencido dois. Bruno Soares e o escocês Jamie Murray apostam na reação na grama em uma temporada marcada pela irregularidade até agora.

Marcelo Demoliner, por sua vez, chegará ao Grand Slam britânico no embalo do seu primeiro título de nível ATP. No final de semana, ele foi campeão em Antalya, na Turquia, ao lado do mexicano Santiago González, com quem jogará também em Londres. Será mais uma oportunidade para o Brasil brilhar na grama inglesa, como fez Maria Esther Bueno, falecida no início do mês passado após faturar oito títulos em Wimbledon.

 

 

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