Marcelo Zambrana/Divulgação
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Com Rio Open aprovado, Brasil pode sonhar com Masters 1000 de tênis

À imprensa, presidente da ATP Chris Kermode mostrou-se impressionado com organização vista no País

Marcio Dolzan, O Estado de S. Paulo

25 de fevereiro de 2014 | 05h09

RIO - A primeira edição do Rio Open, competição que substituiu o ATP de Memphis no calendário mundial, agradou ao público, aos patrocinadores e ao presidente da ATP, o britânico Chris Kermode. Ex-tenista, o dirigente, que assumiu o cargo em janeiro para um mandato de três anos, afirmou que o torneio é o primeiro passo para a América do Sul sediar um Masters 1000, competição que só perde em importância para os quatro Grand Slams e para o ATP Finals, que reúne os oito melhores tenistas de cada temporada. A afirmação foi feita na sexta-feira, em conversa com jornalistas durante o Rio Open. Kermode se disse impressionado com a organização e a cidade.

 

"Fiz um evento inaugural há cinco anos em Londres e sei da dificuldade de se realizar um torneio como este", afirmou. "Aqui no Rio a localização é fantástica, com diversos atrativos em um único lugar. A estreia foi de fato excelente."

 

O dirigente classificou a competição como "top 20" entre as 61 que a ATP organiza. E ele ainda prevê crescimento para os próximos anos. "Acredito que pode se transformar em algo especial. Precisamos ver para onde vai no futuro, mas quero que seja um dos melhores 500 (torneios que oferecem 500 pontos no ranking) do circuito."

 

Para o presidente da ATP, eventos como o Rio Open, o Brasil Open (em São Paulo, que teve início ontem) e os Jogos Olímpicos ajudarão a formar uma nova geração de tenistas no País. "Esses eventos fazem as pessoas pensarem no esporte e despertam o interesse dos jovens."

 

Os prognósticos positivos, no entanto, terminaram quando o dirigente foi perguntado sobre a possibilidade de o Rio de Janeiro sediar o ATP Finals depois do término do contrato com Londres, no ano que vem. Em 2011, o governo do Rio assinou um contrato de publicidade com o torneio londrino com duração de três anos, mas o acordo foi rompido no ano passado. "Ficou um gosto ruim", admitiu Kermode.

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