Contusão não tira Rafter das duplas

A desistência de Patrick Rafter em seu jogo diante de Gustavo Kuerten, quando perdia por 4/6, 6/4, 7/6 (7/1) e 2 a 1, com uma contusão no cotovelo direito, não quer dizer ainda que o tenista estará fora do jogo de duplas neste sábado. Um detalhe mostra que o australiano tem a intenção de estar novamente em quadra. Antes de abandonar, o capitão do time da Austrália, John Fitzgerald, certificou-se com o árbitro geral, o inglês Alan Mills, se Rafter poderia voltar a jogar neste confronto, mesmo entregando uma partida. Com a resposta afirmativa, Rafter obteve então a autorização para realmente ceder a vitória para o brasileiro.O próprio Rafter confirmou ter se certificado de que poderia voltar à quadra neste sábado. O tenista australiano revelou ainda que não acredita em uma contusão muito grave. É um problema antigo e que, às vezes, volta com maior intensidade. "Tenho este problema há muitos anos, mas agora nos últimos meses está me incomodando um pouco mais", disse Rafter. "Já estou até acostumado, mas preciso esperar até amanhã (sábado) para decidir se vou jogar a dupla ou não." Rafter disse estar confiante numa recuperação. Revelou que as dores aumentaram muito na hora de sacar e, por isso, decidiu entregar o jogo e esperar por uma recuperação até a hora participar das duplas.Caso Rafter não possa mesmo jogar, a dupla australiana fica descaracterizada. Afinal, Lleyton Hewitt jamais formou parceria com Wayne Arthurs. Ficaria então um time com pouco entrosamento. Talvez por isso os australianos estejam insistindo tanto em esperar por uma recuperação de Rafter.Bom clima - O talento de Patrick Rafter mereceu o respeito da torcida brasileira. O tenista que, um mês antes de viajar ao Brasil, dizia-se preocupado com hostilidades do público, viveu um clima amistoso na arena, em Florianópolis. Embora desanimado pelo fato de não ter conseguido marcar o primeiro ponto para seu país, dizia-se satisfeito com o bom clima que viveu. "A atmosfera da quadra estava muito boa, gostoso até de jogar", disse. "Não tenho o que reclamar da torcida, apenas o piso estava soltando algumas placas, mas não chegou a atrapalhar muito." Mesmo com a contusão, Rafter reconheceu que havia superioridade de Guga na partida. "Se fosse numa quadra de grama, a situação poderia ser outra, mas no saibro, o Guga é, sem dúvida, um dos melhores do mundo."

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