Davis: Austrália e França definem time

A mais emocionante e efervescente competição do tênis, a Copa Davis chega a final de 2001, ano em que reuniu 142 países na disputa. O título será decidido pela Austrália e a França, que anunciaram nesta terça-feira, os times para o confronto de 30 de novembro a 2 de dezembro, na quadra central do Melbourne Park, a Rod Laver Arena - local do Aberto da Austrália - que recebeu um piso de grama, justamente para favorecer o estilo de jogo dos australianos. Em busca de seu 28º troféu na competição, o capitão da Austrália, John Fitzgerald convocou Lleyton Hewitt (o novo número 1 do mundo), Patrick Rafter - que mesmo com problemas no braço promete jogar -, Wayne Arthurs e Todd Woodbridge para as duplas. O capitão francês, Guy Forget contará Sebastien Grosjean, Arnaud Clement, Nicolas Escude e Fabrice Santoro. Na Davis, o país mandante leva uma série de vantagens, como escolha do local dos jogos, superfície da quadra, tipo de bolinhas, entre outras regalias, além, é claro, do apoio da torcida. No ano passado, os australianos perderam o título para a Espanha, jogando no saibro e com todas as vantagens para os integrantes da chamada "armada". Apoio - Agora, jogando em casa, a Austrália quer evitar qualquer possibilidade de supresa. Por isso, com a forte influência que possuem nos bastidores da ITF (Federação Internacional de Tênis - presidida pelo italiano Francesco Ricci Bitti)conseguiram aprovar uma quadra de grama artificial sobre um piso de cimento, o rebound ace, usado no Aberto da Austrália. Numa superfície rápida e de características tão peculiares, os australianos pretendem transformar o Melbourne Park num alçapão para franceses. Estas vantagens de jogar em casa, o Brasil não vai ter mais no próximo ano. Depois de perder para a Austrália em Florianópolis, a equipe brasileira voltará a disputar a Davis na primeira rodada do Grupo Mundial, em fevereiro de 2002. Só que já na estréia terá um difícil desafio: enfrenta a República Checa, time de Jiri Vacek e Bohdan Ulihrach - jogadores de ranking médio -, mas que levarão grande vantagem sobre os brasileiros por jogarem em uma quadra de carpete coberta, superfície que este ano, o número 1 do Brasil, Gustavo Kuerten, só conseguiu uma vitória em cinco torneios.

Agencia Estado,

21 Novembro 2001 | 12h26

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.