Davis já não exerce atração para grandes estrelas

Suíço Roger Federer e espanhol Rafael Nadal não têm mais 'empolgação' para participar da competição

Chiquinho Leite Moreira, O Estado de S. Paulo

07 de fevereiro de 2008 | 18h42

Se para novas estrelas, como Novak Djokovic e Jo-Wilfried Tsonga, a Davis exerce um incrível fascínio e a oportunidade de fixar patrocinadores, além de manter a simpatia com a torcida de seus países, para estrelas já consagradas como o suíço Roger Federer e o espanhol Rafael Nadal a competição não tem a mesma emoção. Ambos preferiram descansar nesta semana. Afinal, fora o prazer de defender as cores do seu país, a Davis não conta pontos para o ranking, nem mesmo dá aos jogadores cheques tão polpudos como um Grand Slam ou Masters Series. Federer só costuma integrar a equipe da Suíça em momentos de desespero. No ano passado jogou apenas o playoff diante da República Checa, venceu os dois jogos de simples, mas nem mesmo sua inclusão no time impediu o rebaixamento da equipe para a segunda divisão. A Suíça joga agora com a Polônia e se vencer voltaria a disputar a repescagem - nesse caso Federer provavelmente jogaria. Nadal não quis deixar sua preparação em quadras rápidas para jogar no saibro, em Lima, contra o Peru. Sabe que, mesmo sem ele, os espanhóis são favoritos para vencerem os peruanos e preferiu continuar sua preparação para a série de torneios em quadras duras nos Estados Unidos. Já os atuais campeões, os Estados Unidos, não se pouparam e estão com força máxima na Áustria. Andy Roddick abre o confronto diante de Jurgen Melzer - para quem nunca perdeu - e James Blake pega Stefan Koubek. O Brasil não joga neste fim de semana. Como cabeça de chave do Grupo 1 (segunda divisão), espera o vencedor do confronto entre Uruguai e Colômbia e só joga em abril, em Sorocaba.

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