Narenda Shrestha / EFE
Narenda Shrestha / EFE

Diretor do Aberto da Austrália admite rever 'política de calor' para 2019

Temperatura chegou a atingir 42 graus Celsius, mas nenhuma partida foi interrompida nesta edição

Estadão Conteúdo

19 Janeiro 2018 | 13h14

O diretor do Aberto da Austrália, Craig Tiley, admitiu nesta sexta-feira que o forte calor em Melbourne é uma grande preocupação da organização do primeiro Grand Slam do ano e prometeu rever a chamada "Política de Calor Extremo", que pode ser acionada diante de elevadas temperaturas durante as partidas.

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"Política de Calor Extremo" é uma ferramenta usada pela organização para interromper jogos quando as condições de temperatura e umidade atingirem nível perigoso para a prática de esportes. Os árbitros de cada jogo podem acionar a política para paralisar um jogo ou até fechar o teto retrátil, geralmente fechado por causa da chuva - o Aberto da Austrália tem três quadras com este recurso tecnológico.

Para tanto, a organização do torneio usa como referência a medida Wet Bulb Glob Temperature (WBGT), que combina medições de temperatura, umidade, velocidade do vento, pressão atmosférica e até radiação infravermelho. Um WBGT de 32,2 é considerado crítico.

Nesta sexta, foi registrado 32,0. E, na quinta, dia que gerou as maiores reclamações por parte dos tenistas, a marca crítica quase foi alcançada. "Estivemos perto de implementar a política hoje", disse o árbitro Wayne McKewen, nesta sexta.

Craig Tiley, diretor do torneio, afirmou que não poderia acionar a "política" antes da marca considerada limite. "As condições de jogo estavam estabelecidas antes do evento, e isso inclui a Política de Calor Extremo. Começamos o evento com estas regras e políticas e, para sermos justos, não podemos mudar tudo no meio do caminho", argumentou.

"Claro que entendemos que competir sob estas condições não é fácil. Também é desafiador para a nossa equipe, particularmente para aqueles que trabalham nas quadras, incluindo os boleiros e os oficiais. Mas estamos fazendo tudo o que podemos para ajudar e aliviar o desconforto nestas condições."

Tiley, porém, admitiu que poderá alterar estas regras para a próxima edição da importante competição. "No final de cada Aberto da Austrália, nós sempre revisamos nossas políticas e procedimentos e consultamos todos os acionistas. A Política de Calor Extremo não é exceção e nós vamos novamente consultar os jogadores sobre isso", ponderou.

Na quinta-feira, os termômetros chegaram a registrar 42 graus. Segundo a imprensa local, no piso a temperatura atingiu 69 graus, embora a organização não confirme este dado. O calor atrapalhou o rendimento dos jogadores em quadra e gerou críticas, principalmente por parte do sérvio Novak Djokovic e do francês Gael Monfils.

"Há certos dias em que você, como supervisor de um torneio, precisa reconhecer que deve dar aos jogadores algumas horas extras de descanso até a temperatura se reduzir", dissera o sérvio, dono de seis títulos do Aberto da Austrália - é o recordista da era aberta do tênis.

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