Michael Dodge / EFE
Michael Dodge / EFE

Diretor do Aberto da Austrália conta que vários tenistas já estão focados em 2021

Torneio está marcado para ser realizado em janeiro do ano que vem

Redação, Estadão Conteúdo

22 de julho de 2020 | 10h15

Depois de conseguir controlar o surto da covid-19 no início da pandemia há cerca de quatro meses, a Austrália tem registrado nas últimas semanas um aumento no número de casos. Especialmente no estado de Victoria, onde fica a cidade de Melbourne, sede do Aberto da Austrália, o primeiro Grand Slam da temporada do tênis. Mas isso ainda não causa muita preocupação na direção do torneio, que está previsto para janeiro de 2021.

"Vamos mover o céu e a terra para que o torneio seja disputado onde deveria ser realizado. Não há possibilidade de que o evento possa ser disputado em outro local que não seja o Melbourne Park. Temos a capacidade de criar uma bolha de saúde de primeira classe, com todos os confortos e garantias para os tenistas", afirmou Craig Tiley, chefe da Tennis Australia, em entrevista ao jornal australiano The Age.

A pandemia do novo coronavírus cancelou Wimbledon, adiou Roland Garros de junho para o final de setembro e tem colocado o US Open em xeque. Além de garantir a manutenção do Aberto da Austrália, Tiley falou que muitos jogadores já estão pensando em 2021 e irão para o país da Oceania antes da virada do ano para se prepararem.

"Todos os principais jogadores, tanto do lado feminino quanto do lado masculino, olham para a Austrália e pensam já em vir aqui no início de dezembro", disse o dirigente australiano.

"Pessoalmente, acho que muitos dos melhores do mundo estão em dúvida para 2020 porque consideram que é muito cedo para se arriscar a competir. Tive a oportunidade de conversar com muitos tenistas de alto nível e todos me dizem que já estão pensando em 2021. Eles consideram que existe a possibilidade de não ser capaz de competir em 2020", finalizou Tiley.

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