Andrew Couldridge/Reuters
Andrew Couldridge/Reuters

Diretor do Aberto da Austrália vê risco de Grand Slam não ser realizado em 2021

Dirigente admite temor com novos impactos da pandemia do novo coronavírus no calendário do torneio

Redação, Estadão Conteúdo

06 de maio de 2020 | 13h42

Único Grand Slam realizado na temporada de 2020, o Aberto da Austrália corre o risco de não ser disputado no próximo ano. Por conta da pandemia do novo coronavírus, que paralisou o calendário do tênis em março, Craig Tiley, diretor do torneio australiano, jogado na cidade de Melbourne, admitiu nesta quarta-feira que o surto global da covid-19 pode causar o adiamento ou até o cancelamento da competição, mesmo ela prevista para janeiro de 2021.

O dirigente australiano detalhou o que o torneio vem pensando como possibilidade para a próxima edição do primeiro Grand Slam da temporada. Inclusive, fica clara a chance de a competição ter apenas a presença de público australiano nas arquibancadas.

"O tênis australiano está comprometido com a questão da covid-19. Na pior das hipóteses, não teríamos a realização do torneio. Na melhor, teríamos apenas público australiano e com jogadores que poderiam chegar aqui seguindo as recomendações de quarentena. Não descartamos a presença de torcedores de outros países, mas é um cenário que requer planejamento", revelou Craig Tiley.

O diretor do Aberto da Austrália disse ainda que ainda há cenários que têm que ser estudados da melhor forma. "Temos que analisar todos os cenários possíveis, pois muitas de nossas decisões ficarão fora do nosso controle, sendo relacionadas às medidas adotadas por governos. Precisamos ter todos os protocolos possíveis", concluiu.

Nesta temporada, dois Grand Slams já foram impactados pela pandemia do novo coronavírus. Roland Garros, em Paris, foi adiado de maio para setembro e Wimbledon, em Londres, teve sua edição de 2020 cancelada. A direção do US Open, em Nova York, previsto também para setembro, tomará uma decisão no próximo mês.

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